Bolívia: Nova ordem de prisão contra Evo Morales por terrorismo e levante armado

Bolívia: Nova ordem de prisão contra Evo Morales por terrorismo e levante armado

O Ministério Público da Bolívia emitiu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, acusado de crimes de “terrorismo” e “levante armado”. A decisão, formalizada na quarta-feira (29.07.2026), relaciona o líder político aos protestos e bloqueios de rodovias que paralisaram o país por mais de 50 dias entre maio e junho. A investigação, […]

Resumo

O Ministério Público da Bolívia emitiu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, acusado de crimes de “terrorismo” e “levante armado”. A decisão, formalizada na quarta-feira (29.07.2026), relaciona o líder político aos protestos e bloqueios de rodovias que paralisaram o país por mais de 50 dias entre maio e junho.

A investigação, confirmada pelo procurador-geral do Estado, Roger Mariaca, deriva de uma ação apresentada no início de julho pelo Comitê Cívico Pró-Santa Cruz. O procurador Brayan Melgar assinou o mandado de prisão.

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Morales se defende e critica governo

Em sua conta na rede social X, Morales rebateu as acusações, afirmando que o governo do presidente Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão) tenta atribuir a ele a responsabilidade pelas mobilizações para desviar a atenção da crise econômica e social que assola a Bolívia.

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O ex-presidente destacou problemas como a escassez de combustível, o aumento do custo de vida, a insegurança e a expansão do narcotráfico. “Não vão nos intimidar. Continuaremos lutando ao lado do povo, como sempre fizemos, com a convicção de que a Bolívia merece um caminho diferente: o da dignidade, da soberania, da justiça social e da recuperação da esperança para todas e todos”, declarou.

Morales reiterou que sua posição sempre esteve “ao lado de quem sofre” e que processos e perseguições políticas não solucionarão os problemas nacionais, que ele atribui à atual gestão.

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Contexto dos protestos e estado de exceção

Os protestos que levaram à nova ordem de prisão tiveram início em maio e chegaram a registrar mais de 80 bloqueios em estradas. As manifestações foram uma resposta a medidas econômicas e a uma lei sobre propriedades rurais, impactando o abastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos.

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Em junho, diante da paralisação, o presidente Rodrigo Paz decretou estado de exceção e autorizou o uso das Forças Armadas para liberar as vias bloqueadas, intensificando a tensão no país.

Segundo mandado de prisão

Esta é a segunda ordem de prisão em vigor contra Evo Morales. Ele já era procurado pela polícia em um processo que investiga seu eventual envolvimento em tráfico de pessoas, relacionado a uma menor de idade. Morales nega as imputações e classifica a situação como perseguição política.

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Apoio e acusações de “ofensiva repressiva”

Em outra publicação, Morales agradeceu o apoio da Central Continental de Trabalhadoras e Trabalhadores da Educação, que emitiu um manifesto pedindo o fim da perseguição ao ex-presidente e a libertação de Freddy Mamani Laura, ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-secretário-executivo da Confederação de Professores da Educação Rural da Bolívia.

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A entidade acusou o governo de promover uma “ofensiva repressiva” contra movimentos sociais e lideranças camponesas. Sem apresentar provas, o manifesto também atribuiu a ação a uma estratégia continental apoiada pelos Estados Unidos, pelo Mossad e pelo Comando Sul norte-americano.

O documento alertou para um risco de “assassinato ou sequestro” contra Morales, embora não apresentasse elementos que sustentem tal afirmação.

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Fonte: G1

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