A avaliação entre senadores próximos a Davi Alcolumbre é que o cenário político atual no Congresso Nacional não favorece a aprovação de uma nova indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Mesmo que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tente uma estratégia de indicar uma mulher negra para o cargo, como defendido por alguns de seus aliados, a articulação política seria insuficiente para garantir os votos necessários no Senado Federal.
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Ambiente político adverso para indicações ao STF
Fontes próximas a Alcolumbre, que foram decisivas na rejeição de indicações anteriores, sustentam que a composição atual do Senado e as dinâmicas de poder inviabilizam a aprovação de qualquer nome submetido pelo Executivo.
Um senador influente, que prefere não se identificar, foi categórico ao afirmar que a indicação, por mais popular que pudesse parecer, não teria o aval da maioria dos parlamentares.
“Pode mandar que não passa”, declarou o parlamentar, demonstrando a convicção de que a articulação governista falharia em obter os 60 votos exigidos para a aprovação de ministros do STF.
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Pressão pública insuficiente
A ideia de usar a pressão pública, especialmente ao sugerir a indicação de uma mulher negra, como forma de constranger os senadores a votarem a favor, também é vista com ceticismo pelos aliados de Alcolumbre.
Segundo esses senadores, a força política e os interesses partidários em jogo superariam qualquer mobilização social ou apelo por diversidade racial e de gênero.
Eles argumentam que o Senado tem demonstrado autonomia em suas decisões, especialmente em temas considerados sensíveis e de grande impacto institucional, como as nomeações para a mais alta corte do país.
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A resistência em aprovar indicações presidenciais para o STF já se manifestou em outras ocasiões, evidenciando a complexidade e a politização do processo de sabatina e votação no Congresso.
Fonte: R7