A Usiminas consolidou sua estratégia de valorização da cadeia produtiva local em 2025, movimentando expressivos R$ 7,8 bilhões em compras e contratos com fornecedores do estado de Minas Gerais. Este volume representa um aumento de aproximadamente 20%, ou R$ 1,6 bilhão a mais, em comparação com o ano anterior, demonstrando o compromisso da empresa com o desenvolvimento econômico regional.
Cadeia produtiva mineira em destaque
A siderurgia, pilar da economia industrial mineira, continua a gerar um efeito multiplicador. A Usiminas direcionou 82,4% desses recursos para a indústria e 17,6% para o setor de serviços, distribuindo os investimentos por diversas regiões do estado. Segmentos como matéria-prima, transporte, logística, energia e serviços especializados foram diretamente beneficiados.
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Vale do Aço: Coração dos investimentos
O Vale do Aço, com cidades como Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso, emerge como o principal polo de fornecedores da Usiminas. A região concentra 18% dos fornecedores da empresa, que juntos movimentaram R$ 1,3 bilhão em 2025. Segmentos cruciais como gás natural, mineração e matérias-primas essenciais para a siderurgia sentiram o impacto positivo.
Desenvolvimento de longo prazo e mão de obra qualificada
O fortalecimento da cadeia de fornecedores locais é um projeto com mais de uma década. André Chaves, diretor de Relações Institucionais e Comunidades da Usiminas, ressalta que muitas empresas da região, após anos como fornecedoras, expandiram suas operações. Essa parceria de longo prazo transformou a disponibilidade de mão de obra qualificada no Vale do Aço, antes um desafio, agora uma força motriz para projetos complexos, como reformas de altos-fornos.
Impacto em pequenas e médias empresas e cenário desafiador
O desenvolvimento não se limita às grandes corporações. Pequenas e médias empresas do Vale do Aço também se tornaram mais competitivas, impulsionadas pela qualidade da mão de obra e pelo apoio da Usiminas. No entanto, a indústria siderúrgica nacional enfrenta o desafio da concorrência com o aço chinês, que atingiu recordes de importação em 2025. A Usiminas reafirma sua prioridade em fornecedores locais, importando apenas insumos indisponíveis no país, como o carvão mineral, e defende a igualdade de condições de mercado.
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Perspectivas para o futuro
Para 2026, a expectativa é de manutenção do crescimento e um aprimoramento qualitativo na prestação de serviços, com foco em sustentabilidade e qualidade. A empresa sinaliza que há espaço para ampliação da capacidade produtiva caso a demanda aumente, demonstrando confiança na sua competitividade e na força da cadeia produtiva mineira.
Fonte: Diário do Comércio