Presidente da Bolívia acusa Brasil de 'exportar violência' após reunião bilateral

Presidente da Bolívia acusa Brasil de ‘exportar violência’ após reunião bilateral

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (16.mar.2026) que o Brasil ‘exporta violência’ para seu país, em contraste com os ‘ilícitos’ que a Bolívia exporta. A declaração foi feita a jornalistas após um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Itamaraty, em Brasília. Apesar da crítica pontual, Paz descreveu a […]

Resumo

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou nesta segunda-feira (16.mar.2026) que o Brasil ‘exporta violência’ para seu país, em contraste com os ‘ilícitos’ que a Bolívia exporta. A declaração foi feita a jornalistas após um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Itamaraty, em Brasília.

Apesar da crítica pontual, Paz descreveu a reunião bilateral como ‘muito franca’ e destacou o trabalho conjunto entre ministros de ambos os países. Ele ressaltou que o diálogo foi aberto, reconhecendo pontos fortes e fracos com o objetivo de avançar as nações.

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Esta é a primeira visita de Estado de Paz ao Brasil desde que assumiu a presidência boliviana. Ele enfatizou que a questão da violência transfronteiriça é uma preocupação para o Brasil, mas que ambos os governos estão coordenando esforços para lidar com o problema.

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Acordo contra o crime organizado

Durante a visita, Lula e Paz assinaram um acordo de cooperação no combate ao crime organizado transnacional. O pacto abrange áreas críticas como tráfico de pessoas, narcoturco, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas, crimes cibernéticos, crimes ambientais e roubo de veículos.

Lula declarou que Brasil e Bolívia estão unidos na segurança pública, classificando a cooperação como uma ‘necessidade histórica’, e não um projeto ideológico.

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Prisão de narcotraficante e classificação de terrorismo

Em relação à recente classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos, Paz mencionou a prisão do narcotraficante uruguaio Sebastião Marset, ocorrida em 13 de março. Marset possuía ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

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O presidente boliviano argumentou que a prisão de Marset, considerado um dos quatro maiores narcotraficantes do país e responsável por gerar ‘terrorismo de instabilidade e submissão’, representa um avanço significativo. Para a Bolívia, segundo Paz, essa ação é central no combate ao crime organizado, máfias e terrorismo, que considera parte de um mesmo ciclo.

Ele ponderou que a definição de terrorismo pode ter diferentes interpretações, mas que a atuação boliviana contra o crime organizado reflete sua visão de segurança nacional.

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Outros acordos assinados

Além do acordo de segurança, foram assinados outros memorandos de entendimento entre Brasil e Bolívia.

Um deles visa a interconexão elétrica entre os dois países, promovendo a integração energética e fortalecendo a colaboração no setor. Outro documento trata da cooperação turística entre os ministérios de Turismo de ambas as nações.

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Fonte: G1

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