O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu sinais de alerta sobre a necessidade de arrefecer os ânimos em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A percepção é de que parte do petismo tem articulado a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar e desgastar ministros da Corte.
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Lula foi aconselhado por interlocutores a reconsiderar a estratégia de confronto com o Judiciário, vista como prejudicial aos interesses do governo federal.
A orientação parte do entendimento de que a manutenção dessa postura hostil pode trazer mais perdas do que ganhos para a administração petista.
A estratégia de ataque, atribuída ao ministro e marqueteiro Sidônio Palmeira, que teria mirado o Banco Master com o intuito de atingir a Corte, é vista como arriscada.
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Um integrante do governo, que preferiu não se identificar, comentou que a franqueza de Lula em suas declarações pode gerar consequências indesejadas.
O STF tem em sua pauta de julgamentos diversos temas de grande relevância para o Executivo.
Entre eles, estão decisões fiscais que podem impactar significativamente os cofres da União, com estimativas de R$ 234 bilhões.
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Além disso, a Corte conduz investigações que envolvem figuras próximas ao presidente, como seu filho mais velho, conhecido como Lulinha.
O recado direto para Lula foi que a escalada do confronto com o Supremo não beneficia nenhum dos lados envolvidos.
A avaliação é que a manutenção de um clima de tensão pode comprometer a governabilidade e a aprovação de pautas cruciais para o governo.
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A relação entre os poderes Executivo e Judiciário tem sido marcada por episódios de atrito, especialmente após decisões do STF que contrariaram expectativas do governo ou de setores políticos ligados a ele.
O Planalto monitora de perto os desdobramentos de ações e investigações em curso no Supremo.
A diplomacia e a negociação política são vistas como ferramentas mais eficazes para a gestão das relações institucionais.
A moderação no discurso e a busca por consensos são, portanto, as novas diretrizes sugeridas ao presidente.
Fonte: Folha de S.Paulo