Um policial civil de 58 anos foi detido na última quarta-feira (11/3) em Belo Horizonte após uma tensa abordagem da Polícia Militar. O caso ganhou contornos ainda mais complexos ao se revelar que o servidor público é casado com uma delegada da própria corporação. A mulher, inclusive, já teve passagens pela corregedoria da Polícia Civil, órgão responsável por apurar condutas de policiais.
Resistência e Ameaças Graves
Segundo relatos da guarnição da PM, o policial civil se mostrou agressivo e recusou-se a desembarcar do veículo durante a fiscalização. Em um momento de alta tensão, ele desafiou os militares, proferindo ameaças explícitas de que colegas de outras unidades poderiam “encher de tiro” os policiais que ousassem algemá-lo. A gravidade das declarações forçou o acionamento de reforço policial para conter a situação.
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Suspeita de Embriaguez e Direção Perigosa
Além da resistência e das ameaças, o policial também se recusou a realizar o teste do etilômetro, instrumento que verifica a presença de álcool no organismo. Ele alegou ter consumido apenas uma taça de vinho, mas manteve as portas do veículo trancadas e demonstrou nervosismo durante todo o procedimento. A recusa e o comportamento levantaram suspeitas de embriaguez ao volante e direção perigosa, infrações que colocam em risco a segurança de todos no trânsito da capital mineira.
Tentativa de Intimidação e Intervenção Familiar
O registro da ocorrência indica que o policial civil tentou intimidar os militares, citando sua longa experiência na corporação e sua atuação anterior na corregedoria. A intenção era demonstrar poder e, possivelmente, se eximir das responsabilidades. Diante do cenário, foi solicitado que ele chamasse alguém para retirar o veículo. Ele chegou a ligar para a esposa, a delegada, para que viesse buscar o carro. No entanto, antes da chegada dela, a Polícia Militar interveio, removendo o veículo para um pátio, garantindo a desobstrução da via e a segurança dos envolvidos.
Liberação e Próximos Passos
Após negociações, o policial civil foi conduzido à delegacia da Polícia Civil, onde assinou um termo de compromisso e foi liberado. O caso levanta questionamentos sobre a conduta de servidores públicos e as implicações de tais comportamentos. A corregedoria da Polícia Civil deverá instaurar um procedimento interno para apurar as circunstâncias da abordagem e as ameaças proferidas, podendo resultar em sanções disciplinares para o policial.
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Fonte: O Tempo