Lindbergh pede à PF quebra de sigilos e busca em escritório de Flávio Bolsonaro

Lindbergh pede à PF quebra de sigilos e busca em escritório de Flávio Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) intensificou o pedido de investigação sobre o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro. Nesta sexta-feira (24), o parlamentar protocolou na Polícia Federal novos elementos e solicitou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do senador. Além disso, Lindbergh Farias pediu autorização para que a PF realize busca […]

Resumo

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) intensificou o pedido de investigação sobre o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro. Nesta sexta-feira (24), o parlamentar protocolou na Polícia Federal novos elementos e solicitou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do senador.

Além disso, Lindbergh Farias pediu autorização para que a PF realize busca e apreensão na sede da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia. O escritório funciona na residência do senador, localizada no Lago Sul, em Brasília.

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A nova petição complementa uma notícia de fato já em andamento. A investigação apura a emissão de três notas fiscais, cada uma no valor de R$ 500 mil, pelo escritório do senador. Essas notas foram emitidas para empresas ligadas à estrutura de Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

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Duas das notas fiscais foram canceladas no mesmo dia em que foram emitidas. A terceira nota foi expedida dois dias após a emissão. Entre 2021 e 2025, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu pelo menos 41 notas fiscais.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não apresentou esclarecimentos públicos sobre os valores recebidos, a origem dos pagamentos ou a natureza dos serviços prestados que justificariam a emissão de tantas notas.

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O pedido de Lindbergh Farias destaca que a própria administradora do escritório de advocacia informou que a banca não possuía funcionários registrados. Segundo ela, o escritório atendia apenas dois clientes, sendo um deles uma igreja.

Relatos das buscas anteriores não identificaram atuação processual de Flávio Bolsonaro como advogado de terceiros. Também não foi encontrada uma estrutura comercial aberta ao público ou qualquer atividade que pudesse justificar a emissão de dezenas de notas fiscais.

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Diante das novas informações, Lindbergh Farias requereu que a Polícia Federal obtenha a íntegra das 41 notas fiscais. O objetivo é identificar os clientes, os valores exatos e os serviços declarados.

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O deputado petista também pediu que esses documentos sejam confrontados com contratos, registros contábeis e movimentações financeiras do escritório. A intenção é verificar a compatibilidade das informações e a legalidade das operações.

Em declaração, Lindbergh Farias comparou a situação a escândalos passados. “Flávio Bolsonaro quer ser o novo Fernando Collor e agora aparece cercado pelo seu próprio PC Farias”, afirmou.

O parlamentar reforçou a necessidade de investigação: “Um escritório que dizia ter apenas dois clientes emitiu, entre 2021 e 2025, ao menos 41 notas fiscais, incluindo R$ 1,5 milhão para empresas ligadas à estrutura de Daniel Vorcaro, mas ninguém sabe quanto entrou, quem pagou e quais serviços foram prestados.”

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Farias concluiu: “A Polícia Federal precisa seguir o dinheiro, quebrar os sigilos e esclarecer quem produziu as notas e qual foi o destino dos recursos.” A solicitação adiciona pressão sobre o senador e a investigação em curso.

Fonte: G1

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