O advogado de Jair Bolsonaro (PL), Paulo Cunha Bueno, veio a público para desmentir veementemente a alegação de que o ex-presidente teria atendido a uma ligação telefônica de Alexandre Frota (PDT) durante uma entrevista transmitida ao vivo.
O episódio em questão envolveu uma chamada realizada por Frota, que, sem identificar o destinatário, ligou para um número e foi atendido por uma voz que soou semelhante à de Bolsonaro. A gravação gerou especulações devido à proibição imposta a Bolsonaro de ter acesso a celulares, como parte das medidas cautelares de sua prisão domiciliar.
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Defesa classifica insinuações como “maldosas”
Em comunicado divulgado na rede social X, antigo Twitter, a defesa de Bolsonaro classificou a associação da voz ao ex-presidente como uma insinuação “maldosa” e “teatral”. Segundo o advogado, Bolsonaro e Frota não mantêm contato telefônico há considerável tempo.
“O Presidente Bolsonaro não tem acesso a quaisquer telefones celulares, tendo obedecido RIGOROSAMENTE a limitação imposta em seu decreto de prisão domiciliar humanitária”, assegurou Paulo Cunha Bueno.
O comunicado detalha ainda os procedimentos de segurança na residência de Bolsonaro. “Quaisquer pessoas que hoje ingressem na residência do Presidente (prestadores de serviços, médicos e até advogados) são submetidas a revista prévia e obrigadas a entregarem seus dispositivos eletrônicos (telefones, tablets, smartwatches etc.) aos cuidados da equipe de segurança, mantida 24/7 na entrada do imóvel”, explicou o advogado.
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Busca e apreensão anterior não encontrou celulares
A defesa também ressaltou que, poucos dias antes da gravação da entrevista, autoridades realizaram uma operação de busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro. Durante essa ação, nenhum telefone celular foi encontrado em posse do ex-presidente, reforçando o cumprimento das restrições impostas pela Justiça.
“Qualquer ilação de que o Presidente Bolsonaro atendeu alguma ligação do Sr. Alexandre Frota é, portanto, leviana e nitidamente busca, só e somente, causar celeuma e trazer holofotes oportunistas”, concluiu o advogado, criticando a tentativa de gerar polêmica em torno do fato.
Fonte: G1
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