O Senado colombiano aprovou, nesta quarta-feira (22), uma moção que transfere a cerimônia de posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, para o departamento de Cauca, no sul do país. A decisão representa a primeira vitória de Espriella no Legislativo, onde seu partido detém minoria, e contraria a posição do atual presidente, Gustavo Petro.
Posse em Cauca divide opiniões
Espriella tem insistido em realizar sua posse, marcada para 7 de agosto, em uma unidade militar no sul da Colômbia. O objetivo seria demonstrar apoio às forças armadas do país.
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No entanto, Gustavo Petro, presidente em fim de mandato, havia proibido a realização da cerimônia fora da capital. Petro argumentou que a Constituição colombiana estabelece que a posse presidencial deve ocorrer perante o Congresso da República, localizado em Bogotá.
Votação no Senado
Apesar da resistência de Petro, o plenário do Senado colombiano votou a favor da transferência temporária da sede do Congresso para Cauca. A moção foi aprovada com 55 votos favoráveis e 32 contrários.
A decisão, porém, ainda não é definitiva quanto ao local exato da cerimônia. Segundo a agência EFE, ainda está pendente a votação no Senado, agendada para a próxima terça-feira (28), sobre a realização da posse em uma guarnição militar. Além disso, a Câmara dos Representantes também precisará aprovar a transferência da sede.
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Argumentos a favor da posse militar
Durante o debate no Senado, o senador Germán Rodríguez, do Movimento de Salvação Nacional, partido de Espriella, defendeu a realização da posse em uma guarnição militar.
Rodríguez afirmou que tal medida seria uma forma de “prestar essa honra, essa homenagem” aos militares e “exaltar os heróis da pátria”. A proposta busca fortalecer a imagem das forças armadas e sinalizar uma aproximação com o setor militar.
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