O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar e o afastamento de Raimundo Cutrim do cargo de secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão. A decisão, proferida na última quinta-feira (16), também inclui a realização de busca e apreensão na residência do secretário em São Luís.
Cutrim, que é delegado da Polícia Federal aposentado e já foi deputado estadual por três mandatos, está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. As investigações apontam para suspeitas de coação e obstrução da Justiça.
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A defesa de Cutrim, representada pelo advogado Berilo Freitas, informou no domingo (19) que ainda não teve acesso formal à decisão judicial, mas que as determinações estão sendo cumpridas. O caso tramita sob sigilo, o que limita a divulgação de detalhes sobre as investigações.
Arsenal apreendido em residência
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do secretário, a Polícia Federal encontrou um arsenal com armas curtas e longas. Todo o material bélico foi apreendido pelas autoridades.
Após a operação, Raimundo Cutrim passou por audiência de custódia na sede da PF no Maranhão, também no domingo (19). Em seguida, ele foi liberado para cumprir a prisão domiciliar em sua residência.
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A atuação do ministro Dino reforça o papel do STF na fiscalização de autoridades com foro privilegiado e na condução de investigações que envolvem possíveis crimes contra a administração pública e o sistema judiciário.
O afastamento de um secretário de estado e a imposição de prisão domiciliar são medidas cautelares severas, indicando a gravidade das suspeitas que recaem sobre Raimundo Cutrim. A investigação deve prosseguir para apurar as circunstâncias das supostas coação e obstrução da Justiça.
Fonte: Estadão
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