MST lança cooperativa agroecológica para fortalecer produção em 6 territórios da Grande BH

MST lança cooperativa agroecológica para fortalecer produção em 6 territórios da Grande BH

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Minas Gerais deu um passo significativo na organização da produção agroecológica com a fundação da Cooperativa Camponesa de Produção Agroecológica (COMPA). A iniciativa, lançada oficialmente na última sexta-feira (10), abrange seis territórios da reforma agrária localizados no Médio Paraopeba e na Região Metropolitana de Belo Horizonte […]

Resumo

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Minas Gerais deu um passo significativo na organização da produção agroecológica com a fundação da Cooperativa Camponesa de Produção Agroecológica (COMPA). A iniciativa, lançada oficialmente na última sexta-feira (10), abrange seis territórios da reforma agrária localizados no Médio Paraopeba e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Organização e Fortalecimento Coletivo

A COMPA tem como principal objetivo articular a produção agroecológica nestas áreas, promovendo o fortalecimento da cooperação, a disseminação de práticas sustentáveis e a comercialização coletiva dos alimentos. O evento de fundação reuniu a coordenação regional do MST e incluiu um momento formativo sobre a importância do cooperativismo.

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Ewerton Abib, do Setor de Finanças do MST, ressaltou que o cooperativismo é a materialização da construção coletiva de um projeto de Reforma Agrária. “O cooperativismo é a soma das forças, compartilhar nossos conhecimentos e saberes e, a partir dessa experiência, conseguirmos atingir o objetivo comum, que é materializar um sonho coletivo de Reforma Agrária”, afirmou.

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Agroecologia como Pilar da Reforma Agrária

Fábio Nunes, da Coordenação Nacional do MST em Minas Gerais, destacou que a cooperação é intrínseca à história do movimento. “A primeira relação de cooperação do MST é a ocupação da terra. Essa forma organizativa é o que garante a permanência e a sobrevivência no território, rompendo a lógica do individualismo”, explicou.

Nunes enfatizou que a cooperação vai além da união pragmática, buscando construir novas relações humanas e uma nova consciência política. “A cooperação é o que nos faz exercitar a democracia que tanto sonhamos”, concluiu.

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Dimensões da Cooperativa

A construção do cooperativismo no MST se baseia em três dimensões principais: organizativa, econômica e política. A primeira fortalece a estrutura dos assentamentos e acampamentos. A segunda visa organizar as cadeias produtivas, garantindo a permanência das famílias no campo e gerando condições de trabalho digno. Já a terceira busca construir hegemonia social por meio de um projeto que oferece alimentos saudáveis tanto para o campo quanto para a cidade.

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A agroecologia é o alicerce da COMPA, orientando a produção e o desenvolvimento dos territórios. A cooperativa nasce com a proposta de consolidar um modelo alternativo ao agronegócio, sob o controle coletivo dos trabalhadores rurais.

Diversificação e Expansão

Além da produção de ovos, a COMPA planeja comercializar frutas e verduras, com a possibilidade de processamento e beneficiamento desses produtos. Futuramente, a cooperativa poderá expandir suas ações para as áreas de panificação e gastronomia, agregando valor à produção.

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A fundação da COMPA representa um avanço para a Reforma Agrária Popular em Minas Gerais, fortalecendo a organização coletiva, ampliando a capacidade produtiva e promovendo a cooperação entre os assentamentos e acampamentos do MST na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Fonte: MST

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