A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu Paola Stefany Neto Cirino, principal suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, 75, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, 76, em Belo Horizonte. A prisão ocorreu na madrugada desta quinta-feira (02) em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central do estado, onde ela se encontrava com o filho de 6 anos.
Suspeita teria anunciado viagem ao Espírito Santo
Segundo informações apuradas, após cometer o crime no apartamento do casal, localizado em um bairro nobre de Belo Horizonte, a diarista teria comunicado a uma familiar que viajaria com o filho para o Espírito Santo. A informação levantou a suspeita de fuga para fora do estado, intensificando as buscas.
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Imagens de câmeras de segurança do edifício mostraram Paola entrando no prédio na segunda-feira (29) com uma bolsa. Horas depois, ela deixou o local com roupas diferentes e carregando duas sacolas grandes. Uma delas foi reconhecida como pertencente à empresária Maria Clotilde.
Crime descoberto após ausência no trabalho
O duplo homicídio só foi descoberto na terça-feira (30), quando Cláudio Atala Inácio não compareceu ao trabalho, o que gerou estranhamento entre colegas. Tentativas de contato não foram bem-sucedidas, levando o filho do casal a ir até o apartamento, onde encontrou os pais já sem vida.
O boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais detalha que Cláudio foi morto com 17 facadas e Maria Clotilde com sete. Durante a perícia, constatou-se o arrombamento de uma gaveta onde eram guardadas semijoias, além do desaparecimento dos celulares das vítimas, indicando possível roubo como motivação.
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Dívida milionária e carro de luxo em fuga
O delegado Felipe Freitas, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio da Polícia Civil de Minas Gerais, informou que esta foi a primeira vez que a suspeita esteve na residência das vítimas e que ela não possuía antecedentes criminais. Uma linha de investigação aponta para uma dívida de R$ 40 mil que a diarista teria com um agiota, com familiares tentando quitar o débito.
Relatos indicam que, ao descartar objetos em uma caçamba próxima à casa do casal, a suspeita foi esperada por um carro de alto padrão. A polícia investiga a participação de um terceiro indivíduo que teria auxiliado na fuga, descartando a hipótese inicial de motorista de aplicativo.
Roupas ensanguentadas, possivelmente usadas pela suspeita durante o crime, foram encontradas em uma caçamba nas proximidades do local onde o casal morava, em Belo Horizonte. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do crime e a possível participação de outras pessoas.
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Fonte: G1