Manuel Adorni, figura proeminente e um dos aliados mais próximos do presidente argentino Javier Milei, renunciou ao cargo de chefe de Gabinete neste sábado. A decisão ocorre após mais de três meses de intensas investigações sobre o rápido crescimento de seu patrimônio desde que assumiu a função pública, o que o colocou sob apuração por enriquecimento ilícito.
A permanência de Adorni no governo tornou-se insustentável, especialmente após ele admitir, há duas semanas, a omissão de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,58 milhões) em suas declarações patrimoniais. Ele também atribuiu seu estilo de vida luxuoso a uma aposta em Bitcoin realizada há mais de uma década.
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Em carta divulgada nas redes sociais, o agora ex-chefe de Gabinete confirmou sua saída, agradecendo ao presidente Milei por “compreender” suas razões e aceitar seu pedido de demissão. Adorni também criticou a imprensa, a qual acusou de promover “intermináveis ataques” contra sua pessoa.
Crise no Gabinete Presidencial
O funcionário, de 46 anos, que se tornou uma das figuras mais influentes e próximas de Javier Milei, estava no centro de uma crise política desde dezembro de 2023, quando assumiu o serviço público. Revelações sobre a aquisição de imóveis e viagens de alto custo levantaram questionamentos sobre a origem de seus recursos.
A Justiça, a oposição política e até mesmo aliados do governo passaram a exigir explicações detalhadas sobre como Adorni acumulou tal patrimônio. A pressão aumentou significativamente após o ex-chefe de Gabinete reconhecer publicamente a omissão de meio milhão de dólares em suas declarações.
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Justificativas e Próximos Passos
Na ocasião em que admitiu o equívoco, Adorni declarou que cometeu um erro ao não declarar os valores mencionados. “Vou pagar até o último imposto que me couber pagar”, afirmou, reiterando que os recursos provinham de investimentos anteriores em criptomoedas. A investigação judicial agora buscará verificar a veracidade dessas alegações e a legalidade da movimentação financeira.
A renúncia de Adorni representa um revés significativo para a administração de Javier Milei, que tem enfrentado desafios para consolidar sua base de apoio e implementar sua agenda econômica e política. A escolha de seu substituto e as repercussões da investigação prometem manter o cenário político argentino em ebulição.
Fonte: La Nación e AFP
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