Rivais de Jaques Wagner na Bahia adiam ataques e mantêm 'pacto de silêncio' sobre operação da PF

Rivais de Jaques Wagner na Bahia adiam ataques e mantêm ‘pacto de silêncio’ sobre operação da PF

Principal força de oposição ao PT na Bahia, o grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil) decidiu não capitalizar politicamente a operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A estratégia adotada pelos adversários de Wagner na Bahia […]

Resumo

Principal força de oposição ao PT na Bahia, o grupo político liderado por ACM Neto (União Brasil) decidiu não capitalizar politicamente a operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

A estratégia adotada pelos adversários de Wagner na Bahia sugere um acordo nos bastidores para manter a investigação fora do debate eleitoral estadual deste ano. A decisão de evitar a exploração midiática do caso, que envolve suspeitas de tráfico de influência e recebimento de vantagens indevidas por parte do senador, visa, segundo analistas, a evitar um possível efeito contrário e a manter o foco em outras pautas.

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Investigação sobre o senador

Jaques Wagner é investigado pela PF sob a suspeita de ter atuado em favor de interesses de um banqueiro e de seu ex-sócio no Congresso Nacional. A investigação apura se o parlamentar buscou benefícios para a instituição financeira em troca de contrapartidas.

Um dos pontos centrais da apuração é a chamada “emenda Master”, proposta que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A PF suspeita que, em troca de sua atuação em projetos como este, o senador teria recebido benefícios como o uso de aeronaves, ingressos para eventos internacionais e a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,4 milhões.

Cautela de ACM Neto

ACM Neto, figura proeminente na oposição baiana e ex-prefeito de Salvador, tem evitado comentar o assunto publicamente. Em sua conta nas redes sociais, o tema não foi abordado. Questionado por jornalistas durante uma agenda pública na última sexta-feira, Neto adotou um discurso de cautela.

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“Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que, ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter”, declarou o ex-prefeito.

Contexto Político Eleitoral

A decisão de adiar os ataques diretos em relação à operação da PF ocorre em um momento crucial para as campanhas eleitorais na Bahia. Tanto o grupo de Jaques Wagner quanto o de ACM Neto tiveram suas respectivas campanhas impactadas anteriormente por revelações de pagamentos relacionados a um escândalo envolvendo Daniel Vorcaro.

O cenário político baiano, marcado por uma forte polarização entre PT e União Brasil, parece agora seguir uma trégua não declarada em relação a este tema específico, com ambas as partes possivelmente focando em estratégias de campanha que não envolvam diretamente as investigações em curso. O desfecho da operação da PF e a eventual repercussão pública nos próximos meses podem redefinir o curso da disputa eleitoral.

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Fonte: O Globo

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