Um caso chocante abala a região metropolitana de Belo Horizonte. Uma adolescente de 17 anos, moradora de Contagem, denunciou ter sido vítima de estupro coletivo e agressões físicas durante um churrasco em sua própria casa. A reunião, que aconteceu na última sexta-feira (12), contava com a presença de amigos de longa data da família, o que torna a situação ainda mais dolorosa.
A jovem relata que o crime ocorreu enquanto sua mãe estava fora, em um compromisso religioso. Ela conta que consumia bebidas e cantava com um amigo próximo quando teve um lapso de memória, acordando sem roupas e com duas pessoas sobre ela. A principal suspeita é de que a adolescente tenha sido dopada com alguma substância, o que explicaria a perda de consciência.
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Agressões e ameaças agravaram o trauma
Além da violência sexual, o exame clínico e os depoimentos posteriores revelaram que a vítima sofreu agressões físicas. Marcas de mordidas e hematomas foram encontrados pelo corpo da adolescente. Segundo a mãe, os próprios agressores teriam admitido ter agredido a jovem durante o ataque. O medo de represálias foi um fator crucial para o silêncio inicial da vítima, que teria sido ameaçada de morte caso denunciasse o ocorrido.
A mãe da adolescente relatou a gravidade das ameaças: “Ela falou que estava sendo ameaçada por um deles, que se ela falasse o que havia acontecido com ela, tanto eu quanto ela iríamos morrer”. O caso só veio à tona na noite de sábado, quando uma líder religiosa da comunidade, a quem a jovem buscou ajuda, acionou a mãe.
Coação e tentativas de desqualificar a vítima
O sofrimento da família não parou com a descoberta do crime. Mesmo no hospital, onde a adolescente recebeu atendimento, a mãe e a filha teriam sido alvo de coação por parte das mães dos suspeitos. As mulheres teriam tentado convencê-las a não registrar a denúncia, aumentando o desespero da família.
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Atualmente, os 17 anos de idade dos acusados, todos menores de idade, levantam preocupações. A defesa dos suspeitos tenta desqualificar o depoimento da vítima, alegando que ela teria consentido com os atos ou que não estaria em casa. No entanto, vídeos do local e do horário do churrasco comprovam a versão da adolescente.
Investigação em andamento e medo de fuga
A família teme que um dos envolvidos fuja do país, pois há informações sobre a compra de passagens para o exterior. O caso está sob investigação sigilosa pela Delegacia de Plantão de Contagem. A adolescente, que já lidava com quadros de depressão e ansiedade, agora enfrenta o desafio de superar o trauma de ter sua segurança violada em casa por pessoas de confiança.
A situação em Contagem ressalta a importância de redes de apoio e a necessidade de investigações rigorosas em casos de violência sexual, especialmente envolvendo menores. A comunidade local e as autoridades de segurança pública acompanham de perto o desenrolar deste drama que afeta profundamente a confiança e a segurança na região metropolitana.
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Fonte: R7