Um motociclista ferido em um acidente no bairro Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (24), precisou esperar cerca de cinco horas pelo atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O acidente ocorreu por volta das 11h45, após a colisão entre duas motos na Avenida Presidente Carlos Luz. A vítima, Victor Hugo, de 33 anos, permaneceu deitada no asfalto durante toda a espera.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Segundo relatos, o Samu foi acionado logo após o ocorrido, mas os solicitantes foram informados de que havia mais de 40 ocorrências prioritárias na fila. A ambulância só chegou ao local por volta das 16h40.
“Ele machucou o dedo e cortou a canela e está sentindo muita tontura. Ele não consegue nem se sentar, está deitado na rua. Chamamos o Samu várias vezes, cada hora falaram uma coisa. É um descaso”, desabafou Naiara dos Santos Araújo, esposa do motociclista ferido.
Samu alega sobrecarga e priorização de casos graves
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que, no momento do chamado, todas as ambulâncias do Samu estavam empenhadas em ocorrências classificadas como mais graves pelos médicos reguladores.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A pasta explicou que os chamados são registrados e encaminhados a um médico regulador, que avalia a gravidade e define os procedimentos necessários, seguindo parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Profissionais do Samu protestam contra cortes na saúde
A demora no atendimento ocorre em um contexto de tensão entre os profissionais do Samu e a prefeitura de Belo Horizonte. Na última quarta-feira (22), equipes do serviço realizaram um protesto em frente ao Executivo municipal.
A manifestação foi motivada pelo anúncio de cortes na área da saúde, que incluem o encerramento de contratos de 34 funcionários e a licença de outros 21, totalizando uma redução de 55 pessoas nas equipes.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Redução de pessoal pode impactar atendimento
Com as mudanças, parte das ambulâncias de Unidade de Suporte Básico (USB) passará a circular com apenas um técnico de enfermagem e o motorista, em vez dos dois técnicos atuais.
A SMSA afirmou que as escalas serão reorganizadas para manter a assistência à população e que não haverá redução no número de ambulâncias. A secretaria ressaltou que a Portaria nº 2.028/2002 estabelece um técnico de enfermagem e um condutor como equipe mínima para USBs, modelo já adotado em outras cidades.
Fonte: G1
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO