Uma operação policial conjunta entre Minas Gerais e Rio de Janeiro desarticulou, nesta terça-feira (13), uma organização criminosa suspeita de explorar ilegalmente serviços de internet na cidade de Pirapetinga, na Zona da Mata mineira. Cinco pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos.
Investigação Aponta para Controle Territorial
Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por instalar cabeamento de internet sem autorização dos órgãos competentes. A suspeita é que a atuação ilegal visasse não apenas o fornecimento clandestino de acesso à rede, mas também um plano para implantar um aplicativo de transporte privado e instalar câmeras de monitoramento em áreas urbanas. O objetivo, de acordo com as autoridades, seria estabelecer controle territorial e econômico na região.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Colaboração e Expansão das Investigações
O delegado Fábio Eiras Cosendey destacou que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão das atividades do grupo. Ele ressaltou a importância da colaboração da população, inclusive por meio de denúncias anônimas, para combater a atuação de organizações criminosas em Minas Gerais.
Concessionárias de Energia Auxiliam na Retirada de Cabos
A ação contou com a participação das concessionárias de energia elétrica de Minas Gerais e Rio de Janeiro, que foram acionadas para realizar a retirada dos cabos irregulares em Pirapetinga e em outros municípios. A Energisa Minas Rio confirmou sua participação, reafirmando o compromisso com a segurança e a organização da rede elétrica, e lembrou que a responsabilidade pela conformidade dos cabos de telecomunicações é das empresas do setor.
Busca por Intermediários Locais
A apuração policial também busca identificar moradores de Pirapetinga que possam ter atuado como intermediários, facilitando a entrada e a estrutura da organização criminosa na cidade. A operação demonstra um esforço integrado entre estados para coibir atividades ilícitas que afetam a infraestrutura e a segurança pública.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Fonte: Itatiaia