A menos de cinco meses das eleições, o Partido Liberal (PL) em Minas Gerais intensifica as articulações para definir seu projeto político no estado. Em uma tentativa de destravar o cenário eleitoral, que caminha em ritmo lento, o PL promoveu uma série de reuniões nesta terça-feira (12) para sondar a possibilidade de uma aliança em torno do nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) para a disputa pelo governo mineiro em 2026.
Cleitinho Azevedo confirma sondagem e pede tempo para decisão
O próprio senador Cleitinho Azevedo confirmou a sondagem do PL e a possibilidade de apoio. Ele declarou que a reunião teve como objetivo avaliar a formação de uma aliança em torno de sua candidatura. No entanto, o parlamentar mineiro afirmou que só definirá sua posição no final de junho, indicando que ainda avalia os cenários e alinhamentos políticos.
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Apesar de se apresentar como um político de direita e manter boa relação com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, Cleitinho Azevedo tem um perfil independente, que por vezes se aproxima do governo federal em pautas específicas. Essa característica, contudo, não impede que ele lidere as intenções de voto em Minas Gerais, com uma vantagem considerável sobre outros potenciais candidatos.
Encontro estratégico com lideranças do PL nacional e estadual
A reunião nacional, que contou com a presença de Flávio Bolsonaro, coordenador da campanha presidencial do PL, e do senador Rogério Marinho (PL-RN), foi registrada e divulgada nas redes sociais. Participaram também os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), José Vitor (PL-MG) e o presidente do diretório estadual do PL em Minas, Domingos Sávio (PL-MG). O encontro buscou alinhar estratégias para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro no estado e garantir o controle do governo mineiro.
Ex-aliados de Zema são descartados; chapa com Republicanos ganha força
Uma das primeiras ideias descartadas pelo PL foi a de uma aliança com o grupo do ex-governador Romeu Zema (Novo), que apoia a reeleição de seu sucessor, Mateus Simões (PSD). A oposição de Simões a Zema para a Presidência e o fato de o PSD ter Ronaldo Caiado como nome forte à disputa presidencial foram determinantes para o corte dessa possibilidade.
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A estratégia que ganha força é a composição de uma chapa com o Republicanos. Caso Cleitinho Azevedo confirme sua candidatura ao governo, o PL oferecerá apoio. Se ele optar por não concorrer, o PL pode buscar a cabeça de chapa, com Cleitinho ou um nome indicado por ele na vice-presidência. Nomes como o ex-prefeito de Betim, Vittorio Mediolli, e o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, ambos presentes na reunião, foram cogitados como potenciais vices.
Definição iminente para o cenário político mineiro
Apesar da incerteza que ainda paira sobre o cenário político de Minas Gerais, interlocutores de Flávio Bolsonaro indicam que o PL deve definir sua posição no estado nos próximos quinze dias. A articulação em torno de Cleitinho Azevedo ou de outros nomes visa consolidar uma candidatura competitiva que possa enfrentar os adversários tradicionais e fortalecer a projeção do PL em um dos estados mais importantes do país.
A definição da chapa majoritária em Minas Gerais é crucial para o projeto nacional do PL, que busca maximizar os votos de Flávio Bolsonaro em território mineiro. A escolha de um nome forte para o governo estadual, com potencial de atrair eleitores de diferentes espectros, é vista como um passo fundamental para alcançar esse objetivo.
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Fonte: VEJA