O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), enviou uma mensagem direta ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), após a divulgação de áudios que implicam o senador Flávio Bolsonaro (PL) em negociações financeiras para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A polêmica teve início quando Zema classificou a interação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro como “imperdoável”.
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Em resposta, Caiado defendeu que o senador preste esclarecimentos, mas enfatizou a necessidade de manter a “unidade” da centro-direita para enfrentar o presidente Lula, negando ser um político “oportunista”.
Sem mencionar Caiado nominalmente, Zema utilizou suas redes sociais para alfinetar o colega de espectro político.
“Pra quem não sabe diferenciar oportunismo de coerência: o problema é seu”, escreveu Zema no X (antigo Twitter).
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Em outra postagem, o governador mineiro reforçou seu compromisso com a integridade na vida pública.
“Se for pra ser mais um do mesmo, saio agora e desisto da minha pré-candidatura. Eu não decidi entrar na vida pública depois de 30 anos empreendendo e pagando imposto pra fazer igual os outros sempre fizeram.”
Tanto Zema quanto Caiado são pré-candidatos à Presidência da República pelo campo da direita.
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Os áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil revelam uma conversa em que Flávio Bolsonaro cobra Daniel Vorcaro sobre pagamentos pendentes para a produção de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.
Na gravação, o senador expressa preocupação com a possibilidade de um “calote” a profissionais estrangeiros envolvidos na obra, incluindo o ator principal Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.
Flávio Bolsonaro manifestou receio de que a situação pudesse prejudicar a imagem positiva esperada para o filme.
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“Imagina a gente dando calote num Jim Cavieziel, num Cyrus… os caras renomadíssimos no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim.”
O senador também destacou a necessidade de honrar os compromissos financeiros para não perder o contrato e toda a equipe envolvida.
A controvérsia surge em um momento delicado para as articulações da direita para as próximas eleições presidenciais, com potenciais divergências sobre estratégias e alianças.
Fonte: The Intercept Brasil