Governo Lula envia ministro para apaziguar Davi Alcolumbre após derrotas no Congresso

Governo Lula envia ministro para apaziguar Davi Alcolumbre após derrotas no Congresso

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), foi escalado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para uma missão de pacificação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A reunião, ocorrida na quarta-feira (6), busca arrefecer os ânimos após duas significativas derrotas do Planalto no Congresso Nacional em abril: a rejeição do […]

Resumo

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), foi escalado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para uma missão de pacificação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A reunião, ocorrida na quarta-feira (6), busca arrefecer os ânimos após duas significativas derrotas do Planalto no Congresso Nacional em abril: a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria.

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Tentativa de conciliação e evitar retaliações

Em declarações à CNN, Guimarães afirmou que Alcolumbre se mostrou “tranquilo” e disposto a “continuar colaborando com o governo”. A iniciativa do ministro sinaliza uma tentativa de desarmar a possibilidade de retaliações por parte de aliados do presidente Lula contra o comando do Senado.

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), reforçou a estratégia governista ao afirmar ao Poder360 que o objetivo é evitar uma postura de “vingança” contra o Legislativo.

Reunião com Defesa também levanta questões

Na terça-feira (5), o ministro da Defesa, José Múcio, também se encontrou com Davi Alcolumbre. Múcio declarou ao Poder360 que o encontro atendeu a um pedido seu para discutir recursos destinados à Defesa.

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Questionado se a pauta incluía a indicação de Jorge Messias, Múcio não respondeu até a publicação desta reportagem, deixando em aberto a extensão das conversas.

Rejeição histórica de indicado ao STF

Jorge Messias teve sua indicação para a vaga de ministro do STF rejeitada pelo Senado em 29 de abril, com 42 votos contrários contra 34 favoráveis. A decisão marcou a primeira vez desde a redemocratização do Brasil que um nome indicado ao Supremo foi barrado pela Casa.

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Messias foi escolhido para substituir o ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria. A indicação de Lula, anunciada em novembro de 2025, enfrentou um processo de sabatina e votação que se estendeu por meses.

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Davi Alcolumbre é apontado como um dos principais articuladores da rejeição de Messias, o que intensificou as tensões entre o Planalto e a presidência do Senado.

Derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Outro revés para o governo ocorreu em 30 de abril, quando o Congresso derrubou o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. Na Câmara, foram 318 votos contrários à manutenção do veto e 144 a favor. No Senado, o placar foi de 49 a 24.

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O PL da Dosimetria estabelece novas regras para a definição de penas em casos de crimes como golpe de Estado e abolição do Estado de Direito. O texto, aprovado em dezembro de 2025, beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 849 condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

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Lula havia sancionado o veto em 8 de janeiro deste ano, data que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.

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