Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Belo Horizonte realizaram uma vigília na madrugada desta sexta-feira (1º/5). A data marca o desligamento de 34 trabalhadores cujos contratos temporários não foram renovados, gerando apreensão sobre a capacidade de resposta do serviço na capital mineira.
Redução nas Equipes de Suporte Básico
A medida impacta diretamente as Unidades de Suporte Básico (USB), que terão suas equipes reduzidas de três para dois profissionais. Além disso, 78 técnicos de enfermagem foram remanejados, o que, segundo o sindicato da categoria, pode comprometer o funcionamento do Samu.
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Os desligamentos ocorreram após um anúncio surpresa em reunião no dia 16 de abril. Cerca de 25% do efetivo de técnicos de enfermagem teve seus contratos finalizados nesta quinta-feira (30/4).
Risco de Demora no Atendimento
O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) alerta que as ambulâncias podem passar a operar com apenas um profissional de saúde, além do condutor. Essa redução pode afetar a qualidade do atendimento e aumentar o tempo de resposta em situações de urgência.
Nubia Dias, diretora do Sind-Saúde, expressou preocupação em entrevista. “O Ministério Público entrou com uma ação contra as demissões, mas o Judiciário deu 72 horas para a prefeitura responder. Assim, alertamos toda a população para possíveis demoras na assistência nas próximas 72 horas”, declarou.
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Justiça Determina Manifestação da Prefeitura
A Justiça de Minas Gerais intimou a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) a se manifestar, em até 72 horas, sobre as mudanças no quadro de pessoal do Samu. A decisão foi proferida pela juíza Bárbara Heliodora, da 2ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal.
Enquanto o prazo judicial se desenrola, os trabalhadores prometem manter a mobilização. Há planos para intensificar o protesto, incluindo a possibilidade de acampar em frente a órgãos públicos.
Posição da Prefeitura de Belo Horizonte
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde da PBH informou que o número de profissionais e ambulâncias do Samu atende aos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A prefeitura confirmou o encerramento do contrato temporário de 33 profissionais, firmado durante a pandemia de Covid-19.
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Segundo o Executivo municipal, a partir desta sexta-feira (1º), 677 profissionais atuarão em 28 ambulâncias do Samu na capital, sendo 22 Unidades de Suporte Básico (USB) e 6 Unidades de Suporte Avançado (USA).
A prefeitura esclareceu que as equipes das USBs passarão a contar com um técnico de enfermagem por plantão em parte das unidades e dois profissionais nas demais. As equipes das Unidades de Suporte Avançado (USA), compostas por médico, enfermeiro e condutor, não sofreram alterações.
Fonte: O Tempo
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