Veto a Messias no STF pode rachar aliança Lula-Pacheco e abalar palanque em Minas Gerais

Veto a Messias no STF pode rachar aliança Lula-Pacheco e abalar palanque em Minas Gerais

A decisão do Senado em vetar o nome de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), gerou um terremoto político com reflexos profundos em Minas Gerais. A rejeição, a primeira desde 1894 para um indicado presidencial, é vista por parte do PT como um movimento articulado […]

Resumo

A decisão do Senado em vetar o nome de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), gerou um terremoto político com reflexos profundos em Minas Gerais. A rejeição, a primeira desde 1894 para um indicado presidencial, é vista por parte do PT como um movimento articulado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), e pode comprometer a aliança entre o governo federal e o senador mineiro.

Tensão entre Planalto e Congresso se intensifica

A ala petista interpreta o veto como uma “declaração de guerra” de Pacheco, que teria se beneficiado da articulação política para emplacar seu próprio nome em uma futura vaga no STF. A manobra, porém, vai de encontro aos planos de Lula, que contava com Pacheco como peça fundamental para garantir um palanque forte na disputa pela reeleição em Minas Gerais, estado decisivo para o resultado presidencial.

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A derrota histórica do governo Lula no Senado, com 42 votos contrários à indicação de Messias, intensificou as suspeitas no PT. Integrantes do partido consideram Pacheco como um possível articulador por trás da rejeição, o que fragiliza a parceria política para as eleições de 2026.

Pacheco na corda bamba: aliança em risco em Minas

Rodrigo Pacheco, que trocou o PSD pelo PSB para se candidatar ao governo de Minas Gerais com o apoio de Lula, agora vê seu projeto sob ameaça. A resistência do senador em firmar a aliança em Minas tem sido notada, segundo apuração, o que leva o PT a buscar alternativas para garantir o apoio no “estado-pêndulo”.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, tem atuado nos bastidores para tentar costurar um acordo. A expectativa do PT mineiro é que a coligação com o PSB, encabeçada por Pacheco, seja anunciada ainda este mês. No entanto, a decisão do senador pode mudar o cenário.

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Alternativas mineiras para o palanque petista

Diante da instabilidade, o PT mineiro já trabalha com nomes alternativos para compor a chapa majoritária. O empresário Josué Alencar (PSB-MG), filho do ex-vice-presidente José Alencar, surge como uma opção. Alencar, que já foi cotado para vice na chapa de Lula, é uma figura com forte apelo empresarial e político no estado.

Outro nome em consideração é o ex-procurador-geral Jarbas Soares Júnior, que se filiou ao PSB recentemente e pode ser lançado ao governo com o aval de Lula. O PT mineiro descarta candidatura própria, priorizando a formação de uma aliança sólida para fortalecer a campanha presidencial.

Alexandre Kalil fora do radar petista em Minas

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT-MG), que foi um aliado importante de Lula em 2022, parece ter ficado fora dos planos para a disputa em Minas. Apesar de ter se filiado ao PDT, partido que integra a base do governo, não há diálogo entre Kalil e o PT no momento.

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A estratégia de Kalil seria de se posicionar ao centro, buscando se desvincular da imagem de Lula. A dobradinha vitoriosa em 2022, quando apoiou a candidatura de Lula, não deve se repetir. O PT confirmou apoio a candidatos do PDT em outros estados, como Paraná e Rio Grande do Sul, mas em Minas a situação é distinta.

Fonte: Gazeta do Povo

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