Trocas na CPI do Crime Organizado geram polêmica antes de votação de relatório

Trocas na CPI do Crime Organizado geram polêmica antes de votação de relatório

Horas antes da votação de leitura final da CPI do Crime Organizado, partidos realizaram alterações na composição do colegiado nesta terça-feira (14.abr.2026). As mudanças, ocorridas em partidos como MDB, PSDB, Podemos e União Brasil, aumentaram a influência do PT no desfecho do relatório. A CPI é composta por 11 membros titulares. CONTINUA APÓS O ANÚNCIO […]

Resumo

Horas antes da votação de leitura final da CPI do Crime Organizado, partidos realizaram alterações na composição do colegiado nesta terça-feira (14.abr.2026).

As mudanças, ocorridas em partidos como MDB, PSDB, Podemos e União Brasil, aumentaram a influência do PT no desfecho do relatório. A CPI é composta por 11 membros titulares.

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Entre as substituições, Ségio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) deixaram a comissão, sendo substituídos por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA).

Houve também trocas de titularidade: Marcos Rogério (PL-RO) assumiu a vaga de Wellington Fagundes (PL-MT), e Soraya Thronicke (PSB-MS) substituiu Jorge Kajuru (PSB-GO).

Indiciamentos de Ministros do STF e PGR

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O relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), propôs o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes — além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Os pedidos de indiciamento citam:

  • Dias Toffoli e Alexandre de Moraes: por proferir julgamento quando, por lei, são suspeitos na causa, e por proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.
  • Gilmar Mendes: por proferir julgamento quando, por lei, é suspeito na causa.
  • Paulo Gonet: por ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições, o que a lei define como proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.

O caso Master foi apontado como um dos eixos centrais do relatório, sendo considerado um dos episódios mais relevantes do trabalho da CPI.

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“No tocante ao caso Master, considerando-se a alta complexidade e escassez de meios, a opção foi por relatar os fatos identificados, que deverão ser objeto de CPI própria e já são objeto de investigações da Polícia Federal”, explicou Vieira.

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Reações de Ministros do STF

Ministros citados no relatório reagiram às propostas de indiciamento. Gilmar Mendes criticou o pedido, argumentando que não possui base legal e representa um desvio das atribuições da CPI.

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“O pedido flerta com arbitrariedades, como a criminalização de decisões que concedem habeas corpus diante de abuso de poder”, declarou Mendes.

O ministro ressaltou que o indiciamento é atribuição exclusiva da autoridade policial e não se aplica a crimes de responsabilidade, que possuem rito próprio. Mendes classificou como “grave” a tentativa de criminalizar decisões judiciais e sugeriu que o relatório funciona como “cortina de fumaça” ao não enfrentar o crime organizado.

Para ele, o uso de CPIs para “fins panfletários ou de constrangimento institucional” compromete a credibilidade do instrumento e pode configurar abuso de autoridade, exigindo apuração pela Procuradoria-Geral da República.

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O ministro Flávio Dino, que não teve indiciamento pedido, também defendeu o STF. Em sua rede social, afirmou ser um erro responsabilizar a Corte.

“Atualmente, há, por parte de alguns, o equívoco de apontar o STF como o ‘maior problema nacional’. É um imenso erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, escreveu Dino.

Ele acrescentou que é uma “irresponsabilidade” investigar o crime organizado sem apurar a atuação de milicianos, traficantes de drogas e facções criminosas.

Fonte: g1.globo.com

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