O Rio de Janeiro acumula um histórico preocupante de escândalos políticos envolvendo seus governadores desde 1990. Sete chefes do Executivo estadual foram afastados de seus cargos ou presos em decorrência de investigações e processos judiciais, evidenciando uma recorrente instabilidade na gestão pública do estado.
Cláudio Castro: Inelegibilidade e Recurso
O caso mais recente envolve o ex-governador Cláudio Castro (PL), que teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico. A decisão o tornou inelegível até 2030 e impôs uma multa de R$ 100 mil.
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Castro renunciou ao cargo antes de ser condenado em definitivo, mas a decisão do TSE impacta diretamente seu futuro político. Em nota, o ex-governador expressou inconformismo e anunciou que irá recorrer da sentença, argumentando que a decisão contraria a vontade de quase 5 milhões de eleitores que o elegeram.
Um Histórico de Condenações e Impeachments
A lista de governadores que enfrentaram problemas com a Justiça no Rio de Janeiro é extensa.
Em 2021, Wilson Witzel (PSC) sofreu impeachment, acusado de crime de responsabilidade por supostos esquemas de corrupção em contratações para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Embora não tenha sido preso, sua carreira política foi severamente afetada, mas ele ainda demonstra intenção de concorrer em 2026.
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Luiz Fernando Pezão foi preso em novembro de 2018, condenado por abuso de poder político e econômico. A acusação envolvia a concessão de benefícios financeiros a empresas em troca de doações para sua campanha eleitoral de 2014.
Sérgio Cabral, uma figura central em escândalos de corrupção no estado, foi preso em junho de 2017. Acumulou condenações que somam mais de 400 anos de prisão em processos relacionados à Operação Lava Jato. Após seis anos detido, Cabral deixou a cadeia em dezembro de 2022, passando a cumprir pena em regime semiaberto com tornozeleira eletrônica.
Anthony Garotinho teve sua prisão decretada por cinco vezes, sendo acusado de diversos crimes, incluindo corrupção e organização criminosa. Sua esposa, Rosinha Garotinho, também foi presa em 2017 por crimes eleitorais. Recentemente, uma condenação de Garotinho na Operação Chequinho foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido a irregularidades na obtenção de provas.
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Moreira Franco, que governou o estado entre 1987 e 1991, foi preso em março de 2019, também no âmbito da Lava Jato. Ele era acusado de negociar o pagamento de propina em obras da usina nuclear Angra 3.
As Exceções na Lista
Em meio a tantas figuras envolvidas em processos, Nilo Batista e Benedita da Silva se destacam como os únicos governadores, ou vice-governadores que assumiram o cargo, no período analisado que não enfrentaram processos relacionados à corrupção ou foram presos. Ambos ocuparam o posto em momentos de vacância do titular.
Fonte: R7
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