Por que Mendonça não pediu prisão de ex-sócio de Vorcaro em operação da PF

Por que Mendonça não pediu prisão de ex-sócio de Vorcaro em operação da PF

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), não determinou a prisão preventiva do banqueiro Augusto Lima na operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 18 de junho. A decisão contrasta com a de seu ex-sócio, Daniel Vorcaro, que teve a prisão decretada. Fontes próximas a Mendonça e à PF […]

Resumo

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), não determinou a prisão preventiva do banqueiro Augusto Lima na operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 18 de junho. A decisão contrasta com a de seu ex-sócio, Daniel Vorcaro, que teve a prisão decretada.

Fontes próximas a Mendonça e à PF explicam que a ausência de pedido de prisão para Lima se deu porque o próprio relatório da PF, que fundamentou a autorização para a operação, não apresentava elementos que justificassem a medida.

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De acordo com interlocutores, o Código de Processo Penal não encontrou base para a prisão preventiva de Augusto Lima. Diferentemente de Daniel Vorcaro, contra quem havia indícios de tentativa de obstrução da justiça, especialmente em relação à figura do “Sicário”, apontado como responsável por comandar uma milícia privada ligada ao banqueiro.

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Nos documentos apreendidos na nova fase da investigação, não foram encontrados elementos que indicassem que Augusto Lima tenha tentado impedir ou atrapalhar as apurações, fator essencial para a decretação de uma prisão preventiva.

Relembre o caso Compliance Zero

Augusto Lima, natural da Bahia, já havia sido preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso Master, em novembro de 2025. Na ocasião, o banqueiro foi liberado mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

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A investigação da PF aponta que Lima teria atuado para viabilizar a compra de carteiras do Banco Master pelo BRB. Ele também mantinha uma relação próxima com o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado e também alvo da PF.

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Defesa de Lima alega desnecessidade

Em nota oficial, a defesa de Augusto Lima declarou que as diligências realizadas pela Polícia Federal na operação eram desnecessárias. Os advogados argumentaram que Lima está à disposição das autoridades há seis meses para prestar esclarecimentos.

A defesa sustenta ainda que Augusto Lima sempre agiu dentro dos limites da lei, com transparência e responsabilidade técnica, respeitando as normas do sistema financeiro e da administração pública.

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Fonte: g1.globo.com

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