Lula alerta para risco de Trump cobiçar Amazônia após citações à Groenlândia e Canadá

Lula alerta para risco de Trump cobiçar Amazônia após citações à Groenlândia e Canadá

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom nesta quinta-feira (21) ao associar declarações recentes de Donald Trump sobre territórios estrangeiros a um potencial risco à soberania brasileira sobre a Amazônia. Em discurso na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), Lula citou o histórico de Trump em relação […]

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom nesta quinta-feira (21) ao associar declarações recentes de Donald Trump sobre territórios estrangeiros a um potencial risco à soberania brasileira sobre a Amazônia. Em discurso na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), Lula citou o histórico de Trump em relação à Groenlândia, Canadá e Canal do Panamá para defender a necessidade de o Brasil reforçar sua capacidade de defesa e segurança.

Defesa da Soberania Nacional

“Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem é que vai dizer que a Amazônia não é dele?”, questionou Lula. A fala foi proferida em um contexto de defesa de investimentos em soberania nacional, argumentando que o Brasil, detentor da maior floresta tropical do mundo, vastas reservas minerais e extensa faixa de fronteira, tem a responsabilidade de proteger seus ativos estratégicos.

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Lula enfatizou que o país não pode se apresentar “desguarnecido” em um cenário global de disputa por recursos naturais. Ele listou a riqueza mineral, a água doce e a biodiversidade como alvos potenciais, alertando para o risco de invasões nas fronteiras pela ausência de uma segurança robusta.

Retórica de Trump e Resposta Brasileira

As declarações de Lula ecoam as recentes manifestações de Trump, que tem reiterado seu desejo por maior influência dos Estados Unidos em áreas estratégicas. O ex-presidente americano já expressou interesse em retomar o controle do Canal do Panamá, criticou a autonomia da Groenlândia e sugeriu uma integração econômica mais profunda com o Canadá.

Em contrapartida, Lula propôs um embate mais diplomático e baseado em dados. “Eu não quero guerra com você. O que eu quero é provar que você está errado e que o Brasil está certo”, declarou, referindo-se a Trump. Ele destacou o superávit comercial de US$ 415 bilhões dos EUA com o Brasil nos últimos 15 anos como um contraponto às críticas comerciais de Trump.

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Críticas ao Governo Anterior e ao “Gabinete do Ódio”

O discurso de Lula também foi marcado por críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PL). O presidente acusou a gestão anterior de ter “destruído” políticas públicas e de ter governado por meio do “gabinete do ódio”, termo associado à disseminação de desinformação e ataques por aliados do ex-presidente.

Lula classificou o período Bolsonaro como o “período da mentira” e mencionou o caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master, associado a Flávio Bolsonaro, para ilustrar práticas questionáveis. Ele prometeu que “vai aparecer muito mais coisa”, ligando adversários políticos a desinformação e violência política.

Retomada da Teia Nacional de Pontos de Cultura

O evento em Aracruz marcou a retomada da Teia Nacional dos Pontos de Cultura após 12 anos, reunindo representantes da cultura popular, povos tradicionais e gestores públicos. Na ocasião, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, regulamentou o programa Festejos Populares do Brasil.

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Lula também assinou decretos para reestruturar o Conselho Nacional de Política Cultural e criar a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares. A cerimônia contou com a participação da cantora Luedji Luna, do senador Fabiano Contarato, do ministro substituto da Saúde, Adriano Massuda, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Fonte: G1

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