O ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), elevou o tom contra iniciativas centrais do atual governo estadual, agora sob o comando de Mateus Simões (PSD). Em sua participação no Congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM), Kalil detalhou suas propostas e críticas, que atingem diretamente projetos de infraestrutura, a gestão de empresas estatais e a política de dívida pública do estado.
Rodoanel: Cancelamento e redirecionamento de verbas
Um dos alvos principais de Kalil é o Rodoanel, projeto com previsão de investimento inicial de R$ 3,07 bilhões. A obra, que enfrenta entraves judiciais e tem início previsto para 2024, seria cancelada caso ele seja eleito. A proposta do pré-candidato é redirecionar os recursos para um programa emergencial de manutenção e recuperação das estradas mineiras.
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Kalil afirmou que pretende utilizar os R$ 3 bilhões oriundos do acordo de Brumadinho com a Vale para um plano de “tapa-buraco” em todo o estado. “Todo o dinheiro da Vale (Acordo de Brumadinho) será colocado num programa de manutenção emergente para Minas Gerais. Já temos em caixa R$ 3 bilhões que estão disponíveis, que é o dinheiro do soterramento da Vale, para um programa emergencial de tapa-buraco, que Minas Gerais já teve. Isso não é uma invenção”, declarou.
Copasa: Privatização sob escrutínio
A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) também está na mira de Kalil. Ele expressou ceticismo quanto à conclusão do processo ainda na gestão atual e sinalizou sua intenção de reverter a venda, caso a negociação não seja finalizada. O pré-candidato apontou que o processo está “parado no tribunal de contas, sob diversas suspeitas”.
Para Kalil, o modelo de privatização proposto não atende às necessidades de Minas Gerais, especialmente no que tange à poluição e à universalização dos serviços de saneamento, um tema crucial para o desenvolvimento de cidades como Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia, além de regiões como o Vale do Aço.
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Dívida Pública: Críticas ao Propag e exigência de revisão
O Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), idealizado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB), também foi alvo de críticas. Kalil argumentou que o programa representa um avanço limitado e que é fundamental uma renegociação mais profunda dos termos, com revisão dos ativos que seriam cedidos à União.
O pré-candidato destacou o montante já pago pelo estado em juros e correções, ressaltando que, apesar dos R$ 100 bilhões quitados, a dívida atual ainda soma R$ 200 bilhões, partindo de um valor inicial de R$ 18 bilhões. “O governo de Minas não pode aceitar que não haja abatimento de juros e correções. O governo de Minas já pagou R$ 100 bilhões e ainda deve hoje R$ 200 bilhões de uma dívida que começou com R$ 18 bilhões”, concluiu.
As declarações de Alexandre Kalil indicam uma linha de oposição clara a projetos e políticas do governo estadual, posicionando-se como uma alternativa com propostas distintas para a gestão de Minas Gerais.
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Fonte: Estado de Minas