O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, embarcou para os Estados Unidos no último domingo (3.mai.2026), com retorno previsto para a quarta-feira (6.mai).
A viagem, classificada como uma “missão política ou cultural”, ocorre em um momento de alta expectativa diplomática, com a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Donald Trump agendada para quinta-feira (7.mai), em Washington.
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Flávio Bolsonaro se reuniu na noite de segunda-feira (4.mai) com empresários americanos em Miami, na Flórida. Mais cedo, foi fotografado ao lado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Eduardo compartilhou nas redes sociais uma imagem exibindo, junto a Flávio, uma camiseta com os rostos do irmão e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa manifestação visual reforça a projeção política da família no cenário nacional e internacional.
O senador não publicou detalhes sobre sua estadia nos Estados Unidos em suas redes sociais.
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Agenda pós-culto e licença do Senado
Antes de sua partida, Flávio Bolsonaro participou de um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a convite do pastor Silas Malafaia. Este evento ocorreu após divergências públicas entre ambos durante o processo de definição da candidatura presidencial pelo PL.
Durante o culto, o pastor Silas Malafaia realizou orações por políticos e reiterou críticas ao governo federal, demonstrando um alinhamento com o discurso de oposição.
Flávio Bolsonaro apresentou um requerimento ao Senado em 29 de abril, solicitando licença de seu mandato parlamentar sem ônus para a Casa, o que permitiu sua viagem.
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Críticas à viagem de Lula e cenário eleitoral
Eduardo Bolsonaro também se manifestou na segunda-feira, acusando, sem apresentar provas, que Lula viajaria aos EUA para “fazer lobby para proteger CV e PCC”.
Essa declaração faz referência à preocupação do governo brasileiro de que facções criminosas possam ser classificadas como “terroristas” pelos Estados Unidos, o que elevaria uma questão de segurança pública interna a um patamar internacional, com potenciais repercussões diplomáticas, financeiras e institucionais para o Brasil.
Nos últimos meses, o presidente Lula tem intensificado suas críticas a Donald Trump, especialmente em relação à guerra no Oriente Médio, afirmando que o ex-presidente americano “não foi eleito imperador do mundo”.
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Apesar das divergências, integrantes do governo consideram o encontro entre Lula e Trump importante para a manutenção e o desenvolvimento da relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos.
Posicionamento nas pesquisas
Uma pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (5.mai), aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das intenções de voto, com 40% contra 34% do senador.
Em um eventual segundo turno, a pesquisa indica um empate técnico entre os dois pré-candidatos. Flávio Bolsonaro aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Lula registra 43%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
O levantamento entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 2 e 4 de maio, com um nível de confiança de 95%.
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