O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), protocolou um pedido para que o plenário da Casa vote o projeto que estabelece o piso salarial de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas. A iniciativa surge em um momento delicado para o Executivo, que busca conter gastos e evitar novas despesas.
A proposta já havia sido aprovada em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Com o recurso apresentado por Wagner, o texto precisará passar por uma nova votação em plenário antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
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A decisão de Jaques Wagner ocorre um dia antes de uma operação de busca e apreensão relacionada ao escândalo do Banco Master, onde o senador estaria envolvido. A manobra visa, politicamente, distanciar o governo de uma pauta de aumento de despesas considerada de alto impacto.
O novo piso salarial para a categoria médica tem um impacto financeiro estimado em R$ 7,7 bilhões a partir de 2027, segundo dados do Ministério da Gestão e Inovação. Este valor não inclui custos adicionais como adicional noturno e horas extras, que também seriam calculados com base no novo teto.
Na Câmara dos Deputados, o governo Lula tem um cenário considerado mais favorável para barrar projetos que aumentem gastos. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), já sinalizou que não pretende pautar propostas com impacto fiscal elevado.
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Um exemplo disso é o projeto de lei que trata da renegociação de dívidas rurais, cujo impacto fiscal projetado em dez anos é de R$ 140 bilhões. Este texto, que já está sob análise de Arthur Lira, tende a permanecer em pauta de espera.
A estratégia de Jaques Wagner pode ser interpretada como uma tentativa de proteger o governo de críticas sobre a gestão fiscal e de adiar a discussão de um aumento de despesa em um momento de pressão por controle de gastos públicos.
Fonte: g1.globo.com
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