Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, declarou neste sábado (9/5) que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, evitará cometer os “pequenos erros” de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração ocorreu em Florianópolis, durante um evento que reuniu pré-candidatos do PL para as eleições de 2026, incluindo Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Carol de Toni para o Senado e Jorginho Mello para a reeleição ao governo de Santa Catarina.
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“Esse bicho aqui saiu da zona de conforto dele para se colocar numa situação parecida com a do meu pai, e ele sabe exatamente os pontos em que meu pai errou e que a gente conversa e são reconhecidos por ele, e ele não vai cometer esses pequenos erros”, afirmou Carlos Bolsonaro.
Crítica a Alexandre de Moraes
O evento em Florianópolis também foi palco de declarações sobre o cenário político nacional. Pouco antes do início das apresentações, Flávio Bolsonaro concedeu entrevista coletiva onde criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro suspendeu a aplicação da Lei de Dosimetria Penal até que o STF conclua sua análise sobre o texto. Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma “canetada burocrática” de Moraes contra uma decisão do Congresso Nacional.
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Contexto Político
A declaração de Carlos Bolsonaro sobre os “erros” de Jair Bolsonaro em um evento de pré-campanha para 2026 sinaliza uma estratégia de capitalizar a experiência passada, buscando projetar uma imagem de aprendizado e evolução para a potencial candidatura de Flávio Bolsonaro.
A menção a “pequenos erros” sugere uma tentativa de diferenciar a possível futura gestão da de seu pai, buscando atrair eleitores que podem ter se afastado devido a controvérsias ou dificuldades enfrentadas pelo governo anterior.
A presença de pré-candidatos de diversas esferas (presidência, Senado, governo estadual) demonstra a articulação do PL para as próximas eleições, buscando fortalecer a chapa e consolidar a base eleitoral do partido.
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A crítica de Flávio Bolsonaro ao STF, especificamente ao ministro Alexandre de Moraes, insere-se em um contexto de tensões entre o Poder Judiciário e membros do espectro político conservador. A decisão sobre a Lei de Dosimetria Penal, que afeta a aplicação de penas em crimes, é um tema sensível que envolve o Legislativo e o Judiciário.
A menção a “canetada burocrática” reflete uma retórica frequentemente utilizada por opositores das decisões do STF, que acusam o tribunal de excesso de poder e de interferência indevida em decisões legislativas.
Fonte: Metrópoles
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