A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) oficializou o acionamento da Polícia Federal (PF) para investigar as ameaças de morte dirigidas à vereadora Juhlia Santos (PSOL). Paralelamente, a Casa solicitou um reforço na segurança pessoal da parlamentar, intensificando as medidas após as mais recentes intimidações recebidas nesta semana.
Providências e Repúdio Institucional
O presidente da CMBH, Professor Juliano Lopes (Podemos), expressou em vídeo o descontentamento com a situação e informou que a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) também foi notificada. A Guarda Municipal de Belo Horizonte já presta escolta à vereadora desde fevereiro, medida tomada após as primeiras intimidações.
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“Informamos imediatamente a prefeitura de Belo Horizonte para reforçar a segurança da guarda municipal à vereadora Júlia. 24 horas estamos acionando também a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais para que chegue até a pessoa que vem fazendo essas fortes ameaças”, declarou Lopes.
O objetivo do acionamento da PF, segundo o presidente, é a identificação e prisão dos responsáveis pelas ameaças. “A vereadora Júlía e todos os vereadores têm o nosso respeito e o nosso apoio institucional dessa casa. Já acionamos a Polícia Federal para que esse inquérito seja investigado passo a passo e os suspeitos sejam presos dessas ameaças”, acrescentou.
A CMBH reiterou que não irá tolerar episódios de violência política contra nenhum de seus membros. “A Câmara Municipal não aceita e não tolera quaisquer tipos de ameaças contra qualquer vereador”, finalizou.
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Detalhes das Ameaças e Postura da Parlamentar
As novas ameaças contra Juhlia Santos ocorreram na noite de segunda-feira (4/5), por meio de mensagens de WhatsApp enviadas para seu número pessoal. O agressor estabeleceu um prazo de 48 horas para que a vereadora renunciasse ao mandato, sob pena de morte.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, a parlamentar destacou a gravidade e o caráter explícito das mensagens. “Dessa vez tem um prazo o que nos chamou muito atenção e nos deixou apreensivos porque tem um prazo de 48h para que eu deixe o meu mandato, para que eu deixe a função de vereadora”, relatou.
Juhlia Santos informou que o conteúdo das mensagens é alarmante, contendo elementos de racismo, transfobia e ameaças explícitas de violência contra ela e seus próximos. A vereadora reafirmou seu compromisso em continuar defendendo as pautas que acredita serem a motivação das ameaças.
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“Reafirmo o que disse na época: as ameaças não vão paralisar o trabalho que tenho feito. Essa é uma grave tentativa de silenciar não só a mim, mas a tudo que eu represento. É uma tentativa de calar os 6.703 belorizontinos que me concederam esse mandato”, declarou.
Investigação em Curso
Todo o material das novas ameaças foi encaminhado às autoridades policiais e judiciais. A intenção é que essas novas intimidações sejam incorporadas à investigação que já está em andamento desde fevereiro, quando Juhlia Santos tornou públicas as primeiras ameaças que recebeu.
Fonte: G1
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