Alexandre Kalil (PDT) voltou a se apresentar como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, mesmo enfrentando uma condenação que o torna inelegível. Em publicação nas redes sociais neste domingo (29/3), o ex-prefeito de Belo Horizonte declarou que o tempo de propaganda eleitoral na televisão, estimado em 30 segundos, seria suficiente para transmitir sua mensagem, afirmando que “para a verdade, é muito”.
A declaração reforça a intenção de Kalil em retornar ao cenário político estadual, após a derrota para o atual governador Romeu Zema (Novo) nas eleições de 2022. Desde então, o pedetista tem se articulado para viabilizar sua candidatura, filiando-se ao PDT em outubro do ano passado e buscando reverter a decisão judicial que suspendeu seus direitos políticos por cinco anos.
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Entrave jurídico e esperança de reversão
O principal obstáculo para a candidatura de Kalil é uma condenação por improbidade administrativa. A Justiça considerou o ex-prefeito omisso ao permitir a restrição de acesso a vias públicas por uma associação comunitária em 2015, mesmo após decisão judicial contrária. A pena inclui a suspensão dos direitos políticos por cinco anos.
A defesa de Kalil recorreu da decisão, e o caso tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O ex-prefeito, no entanto, demonstra otimismo em reverter a condenação a tempo de participar do pleito, afirmando em vídeos recentes que “Quando vocês forem votar, o meu nome vai estar lá”.
Diálogo com o PT e projeções para o Senado
Apesar de focar na disputa pelo Executivo estadual, o nome de Kalil também é ventilado nos bastidores para uma possível candidatura ao Senado. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, mencionou o ex-prefeito de Belo Horizonte como parte de uma potencial “chapa dos sonhos” para a Câmara Alta, em composição com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).
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O diálogo entre Kalil e o PT para formar alianças ainda está em andamento. Em 2022, o pedetista contou com o apoio de partidos de esquerda, mas o cenário atual apresenta mais incertezas. A estratégia petista de lançar candidatura própria ao governo mineiro, possivelmente com Rodrigo Pacheco, adiciona complexidade às negociações.
A articulação política em Minas Gerais se intensifica com a proximidade do fim da janela partidária, que se encerra na próxima sexta-feira (3/4). Kalil busca consolidar seu projeto e superar as barreiras jurídicas para viabilizar sua participação nas eleições estaduais.
Fonte: Estado de Minas
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