O presidente de honra do MDB, Lúcio Vieira Lima, reagiu com veemência às movimentações políticas em torno da escolha do vice-governador da chapa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista exclusiva, Vieira Lima afirmou que o MDB não foi consultado sobre as negociações e apontou Adolfo Menezes, ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), como o verdadeiro ponto de atenção para os articuladores do governo.
MDB fora das articulações
Vieira Lima declarou que o MDB nunca foi chamado para participar das discussões sobre a composição da chapa governista. “Nós nunca fomos chamados para conversar, para participar das articulações, certo? Nós, já que não fomos chamados, estamos certos que a situação que está aí deve permanecer”, disse.
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Ele também descartou a possibilidade de filiação de nomes externos ao partido para ocupar a vaga de vice, classificando tais rumores como “fofoca” e “boato”. O líder emedebista reiterou a confiança na palavra do senador Jaques Wagner (PT), que teria assegurado a continuidade de Geraldo Júnior (MDB) como vice-governador.
“Eu confio na palavra de Jaques Wagner, que disse que o vice-governador era Geraldinho. Até porque não tem razão para não continuar. Me dê uma razão para que o MDB não continue?”, questionou. Vieira Lima ressaltou que qualquer decisão sobre filiações ou mudanças na composição da chapa deveria partir do próprio MDB e envolver a consulta à sua militância.
Pressão e diálogo político
O presidente de honra do MDB negou que o partido esteja exercendo pressão sobre o governo em relação à indefinição do vice. Contudo, alertou para o esgotamento do tempo para definições políticas. “O relógio é o tempo deles. Agora, logicamente, relógio não tem corda. Chega uma hora que a corda acaba”, ponderou.
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Vieira Lima criticou a ausência de diálogo, afirmando que a política se faz com escuta e contra-argumentação, e não com “faca no pescoço”.
Adolfo Menezes como foco
O ponto central da declaração de Lúcio Vieira Lima foi a sugestão de que os articuladores do governo deveriam direcionar suas preocupações para Adolfo Menezes, e não para o MDB. Menezes, rival histórico de Elmar Nascimento (União Brasil) em Campo Formoso, é visto como uma figura influente que o governo sempre elogiou.
“Os articuladores do governo têm que se preocupar, não é com o MDB, não, tem que se preocupar é com o Adolfo Menezes, certo? Adolfo Menezes, que sempre foi elogiado pelo governo, que aprovou tudo na Assembleia”, disparou o líder emedebista.
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Vieira Lima lembrou que o governo tem uma dívida de gratidão com Adolfo Menezes, que auxiliou na aprovação de pautas importantes na Assembleia Legislativa. A aliança de Menezes com a esposa, que será candidata e adversária ferrenha de Elmar Nascimento, levanta questionamentos sobre como ele reagirá à possibilidade de Elmar ocupar a vice.
“Tem que saber é dele como é que ele vai ver, se é verdade, como ele vai ver lá, e o grupo dele vai ver esse convite para Elmar ou alguém de Elmar. Tem que perguntar se Adolfo vai ficar satisfeito com a indicação de Elmar ou alguém do seu grupo, principalmente numa época eleitoral onde a esposa dele é candidata”, argumentou.
Para finalizar, Lúcio Vieira Lima indicou que Adolfo Menezes seria um merecedor de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), como forma de reconhecimento por seu trabalho e lealdade ao grupo político.
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Fonte: BNEWS