Presidente da Câmara usou avião da FAB para viagem de Ano Novo ao Rio; sigilo marca voos

Presidente da Câmara usou avião da FAB para viagem de Ano Novo ao Rio; sigilo marca voos

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem particular ao Rio de Janeiro no final de dezembro. A informação, divulgada pelo jornal O Globo, indica que o parlamentar embarcou em João Pessoa (PB) na manhã de 26 de dezembro, com destino ao aeroporto […]

Resumo

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para uma viagem particular ao Rio de Janeiro no final de dezembro. A informação, divulgada pelo jornal O Globo, indica que o parlamentar embarcou em João Pessoa (PB) na manhã de 26 de dezembro, com destino ao aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense.

Voos e agenda oficial

A aeronave transportou um total de 11 passageiros, conforme a reportagem. No período da viagem, a agenda institucional de Arthur Lira não apresentava compromissos oficiais registrados. Seu último evento público registrado ocorreu em 16 de dezembro.

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Três dias antes de viajar, em um encontro com jornalistas em Brasília, Lira informou que passaria o Natal em João Pessoa. Após a chegada ao Rio de Janeiro, ele se dirigiu a Angra dos Reis, na Costa Verde do estado, onde passou as festividades de Ano Novo em um condomínio de alto padrão, em uma casa alugada.

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Sigilo de passageiros e questionamentos éticos

A FAB optou por não divulgar a lista de passageiros que acompanharam Arthur Lira no voo. O órgão justifica a omissão alegando que a relação de nomes é mantida em sigilo quando o pedido envolve critérios de “segurança”. A legislação vigente permite que autoridades solicitem o uso de aeronaves da FAB com base em tais critérios.

A prática, no entanto, tem sido alvo de questionamentos por parte de especialistas em direito e ética pública. A principal crítica reside no uso de recursos públicos, como as aeronaves e a tripulação da FAB, para deslocamentos que não possuem caráter oficial.

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Precedentes e Lei de Acesso à Informação

Este não é o primeiro caso em que o uso de aviões da FAB por autoridades gera debate. Em novembro, Arthur Lira utilizou o mesmo mecanismo para uma viagem a Buenos Aires, Argentina. Na ocasião, ele participou de um evento jurídico conhecido como “Gilmarpalooza”, organizado por Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que também viajou no mesmo voo.

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Naquele episódio, tanto a Câmara dos Deputados quanto a Aeronáutica negaram ao jornal o acesso aos dados solicitados por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). As instituições mantiveram em sigilo tanto a lista de passageiros quanto os custos operacionais da viagem. A tripulação, segundo estimativas, custou cerca de R$ 10,6 mil.

Legislação e transparência

Um decreto presidencial de 2020 estabelece que o órgão solicitante deve esclarecer quem acompanha a autoridade em voos da Aeronáutica. A norma visa aumentar a transparência sobre o uso das aeronaves públicas, mas a interpretação e aplicação das regras de sigilo continuam a gerar controvérsias.

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Fonte: O Globo

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