A deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) retornou ao Congresso Nacional como suplente de Glauber Braga (PSOL-RJ), após 18 anos afastada do Legislativo. Em entrevista, a parlamentar criticou a postura do PT na esquerda brasileira, a qual, segundo ela, “sempre busca ser uma força hegemônica”.
Heloísa Helena também abordou a relação com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com quem disputou a liderança da Rede. A deputada defendeu a permanência de Marina na sigla, sugerindo que a ministra reconheça a “vitória do lado vencedor” em disputas internas.
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Críticas à condução política e à gestão ambiental
Ao comentar a suspensão do deputado Glauber Braga, Heloísa Helena classificou como “desprezíveis” as respostas institucionais pautadas em “moral das conveniências”.
Ela relembrou um episódio em 2003, quando, como senadora, foi retirada à força do prédio do INSS durante o governo Lula, descrevendo a ação como “autoritária”.
A deputada também criticou a política de exploração de terras raras e minerais estratégicos, como o nióbio, pelo governo federal.
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Para ela, a repetição da história de exportação mineral sem beneficiamento e a preços baixos configura um “crime de lesa-pátria”.
Ela alertou que a ausência de iniciativas para reverter esse quadro perpetua a “subserviência econômica” e afronta a soberania nacional.
Posicionamento sobre alianças na esquerda
Heloísa Helena avaliou a proposta de federação entre PT e PSOL, criticando a busca do PT por “hegemonia na esquerda brasileira”.
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A deputada considera que tal federação faria mais sentido “apenas para eles (PT)”.
Ela expressou otimismo quanto à federação entre PSOL e Rede, ressaltando a importância da aliança para os dois partidos.
“Ficará mais fácil seguir em frente”, afirmou, lembrando a participação conjunta em eleições municipais complexas.
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Relação com o governo Lula e o PT
A deputada reiterou seu distanciamento ideológico do PT, afirmando ter sido “escorraçada” do partido em 2003 por “coerência ideológica”.
Ela declarou que suas convicções não mudaram e que não apoiará pautas como a conciliação com o “grande capital”, o apoio ao arcabouço fiscal ou a privatização de setores estratégicos.
Heloísa Helena criticou a gestão passada, referindo-se a um “soldado covarde que abandonou o país” durante a pandemia.
Ela também mencionou a tentativa de golpe antes da saída do governo anterior como um cenário a ser considerado para 2026.
Cenário eleitoral e a direita
Sobre a articulação da direita em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, a deputada a considerou “previsível”.
Ela descreveu a movimentação como um resgate de “velha forma” em um “mundo da idolatria política e das neo-oligarquias”.
Apesar de reconhecer a força do grupo, Heloísa Helena considera “muito difícil que consigam ser vitoriosos numa campanha presidencial”.
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