O governo venezuelano afirmou que o ex-governador do estado de Nueva Esparta, Alfredo Díaz, morreu de um ataque cardíaco enquanto estava detido em Caracas. A versão oficial, divulgada pelas autoridades de Nicolás Maduro, atribui parte da responsabilidade pela pressão sobre o detento aos Estados Unidos.
Díaz, que governou Nueva Esparta entre 2017 e 2021, foi preso sob acusações de terrorismo e incitação ao ódio. Organizações de direitos humanos na Venezuela relatam que ele estava em isolamento há cerca de um ano.
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A detenção ocorreu após os protestos contra as eleições presidenciais de julho do ano passado, um pleito marcado por acusações de fraude e que garantiu a Maduro um terceiro mandato.
Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, que defende presos políticos, confirmou que Díaz estava isolado e que apenas a filha teve permissão para visitá-lo durante o período de reclusão.
A morte do ex-governador gerou uma forte reação do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Em comunicado, a chancelaria americana criticou duramente o governo de Maduro.
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A manifestação de Washington ocorre em um momento de reforço da presença militar dos EUA na região caribenha, com a presença de uma frota naval que inclui um porta-aviões.
Em sua conta na rede social X, a Secretaria de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado declarou que a morte de Díaz, chamado de “preso político venezuelano”, é mais uma evidência da “natureza vil do regime criminoso de Maduro”. A nota também menciona que Díaz estava detido em El Helicoide, centro de detenção conhecido por denúncias de tortura.
Fonte: G1
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