O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator de um terceiro pedido de inquérito da Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As investigações buscam apurar suposto tráfico de influência por parte do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para favorecer contratos governamentais à empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda.
A decisão sobre a abertura formal da investigação caberá ao ministro Dino. Ele foi indicado ao STF pelo presidente Lula e ocupou o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública em 2023, sendo chefe da Polícia Federal durante o primeiro ano do terceiro mandato do petista.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, manifestou que a PF não tem encontrado evidências sólidas contra seu cliente. Segundo Carvalho, a abertura de novos inquéritos seria uma tentativa de influenciar o processo eleitoral. Embora elogie a independência e gestão do delegado Andrei Rodrigues à frente da corporação, o advogado criticou o que chamou de “tentativas de influenciar no processo eleitoral”.
Contratos da 3Structure IT Ltda. com o governo
Dados do Portal da Transparência indicam que a 3Structure IT Ltda. possui contratos vigentes com o governo federal totalizando R$ 81 milhões. Deste montante, mais de R$ 46 milhões já foram pagos à empresa.
Outras investigações em andamento no STF
Além do inquérito sob relatoria de Dino, existem outros dois procedimentos sigilosos no STF que apuram a conduta de Lulinha. Ambos estão sob a condução do ministro André Mendonça.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
O primeiro inquérito investiga um suposto tráfico de influência de Lulinha junto ao Ministério da Saúde, visando a aquisição de insumos à base de cannabis. Nesta apuração, são mencionados a lobista Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, este último apontado como principal articulador de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.
O segundo inquérito busca determinar a ligação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. A PF suspeita que Ribas tenha buscado contratos em órgãos públicos, incluindo a Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, e que tenha custeado pelo menos uma viagem de Lulinha em troca de facilidades no acesso a decisores governamentais.
Um elemento apresentado pela PF é a identificação de Lulinha e Ribas utilizando o mesmo localizador em uma viagem a Foz do Iguaçu em 15 de dezembro de 2024. Para os investigadores, este fato sugere que o empresário arcou com as despesas da viagem do filho do presidente.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Posicionamento do Presidente Lula
Em entrevista recente, o presidente Lula afirmou que seu filho responderá às investigações sem tratamento diferenciado. No entanto, ressaltou que Lulinha tem sido alvo de ataques para minar sua reputação política desde as eleições de 2006.
A reportagem tentou contato com Cléber Ribas de Oliveira para obter sua versão dos fatos, mas não obteve sucesso até o fechamento desta matéria.
Fonte: Poder360
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO