Instalação de placas solares em Minas Gerais deve desacelerar nos próximos 10 anos, aponta projeção federal

Instalação de placas solares em Minas Gerais deve desacelerar nos próximos 10 anos, aponta projeção federal

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, divulgou projeções que indicam uma desaceleração no ritmo de instalação de placas solares em Minas Gerais na modalidade de micro e minigeração distribuída (MMGD) nos próximos dez anos. Crescimento Projetado e Comparativo com São Paulo O Plano Decenal de Expansão de Energia […]

Resumo

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, divulgou projeções que indicam uma desaceleração no ritmo de instalação de placas solares em Minas Gerais na modalidade de micro e minigeração distribuída (MMGD) nos próximos dez anos.

Crescimento Projetado e Comparativo com São Paulo

O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 prevê que Minas Gerais alcance 8,1 gigawatts (GW) de potência instalada em MMGD até lá. Atualmente, o estado possui 6 GW nesta modalidade, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse acréscimo de 2,1 GW é significativamente inferior ao projetado para São Paulo, que deverá saltar de sua capacidade atual para 15,7 GW em 2035, consolidando-se como líder isolado no setor.

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Fatores da Desaceleração Mineira

A EPE atribui a desaceleração prevista em Minas Gerais a uma combinação de fatores. Entre eles, destaca-se o próprio crescimento acelerado dos últimos anos. Entre 2022 e 2025, Minas Gerais instalou, em média, 1 GW de painéis solares por ano nesta modalidade. Esse ritmo intenso tende a naturalmente achatar a curva de crescimento futuro.

Outro ponto relevante é o mercado potencial. São Paulo conta com cerca de 21 milhões de unidades consumidoras, o dobro das 10,5 milhões registradas em Minas Gerais. Essa diferença demográfica impacta a expansão da MMGD.

Atratividade Histórica e Payback

Historicamente, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) esteve entre as distribuidoras com tempos de retorno de investimento (payback) mais favoráveis para sistemas fotovoltaicos. No entanto, com a redução global dos custos da tecnologia, a diferença entre os estados diminuiu consideravelmente. Embora Minas Gerais ainda ofereça um dos melhores paybacks, que atualmente gira em torno de 3 a 4 anos, o investimento se tornou vantajoso em diversas regiões do país.

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Dinâmica Natural do Mercado

A Associação Brasileira de Geração Distribuída corrobora a visão da EPE, apontando o crescimento expressivo em Minas Gerais como um ciclo natural de mercado. A entidade ressalta que diferentes regiões avançam em ritmos distintos ao longo do tempo, e o cenário atual reflete uma dinâmica esperada.

Contraste com a Geração Centralizada

Enquanto a micro e minigeração distribuída deve representar 22% da matriz elétrica brasileira até 2035, a EPE projeta uma provável estagnação na instalação de grandes usinas solares centralizadas. O PDE 2035 não prevê adição de energia solar nesta modalidade até 2031. Minas Gerais, por concentrar algumas das maiores fazendas solares do país, especialmente na região Norte, sentirá esse impacto.

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A estagnação na geração centralizada ocorre devido ao excesso de energia gerada em determinados períodos do dia. Isso força o Operador Nacional do Sistema (ONS) a restringir a produção de algumas usinas, afetando o faturamento das empresas do setor.

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Fonte: EPE

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