A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está conduzindo uma investigação minuciosa sobre uma série de furtos de carrinhos de supermercado em Belo Horizonte. Em operações recentes, realizadas no Centro e no Complexo da Lagoinha, mais de 120 carrinhos foram apreendidos, evidenciando a dimensão do problema na capital mineira.
Origem da Investigação
As apurações tiveram início após uma notitia criminis formalizada pela Associação Mineira de Supermercados (Amis). A entidade relatou à polícia a ocorrência de práticas reiteradas de subtração de carrinhos em estabelecimentos associados, gerando preocupação no setor.
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Prejuízo Bilionário e Uso Comum
Um importante player do setor supermercadista em Minas Gerais informou um prejuízo estimado em R$ 3,5 milhões somente em 2025, devido ao furto de aproximadamente 8,5 mil carrinhos. A maioria desses incidentes foi registrada em Belo Horizonte. Frequentemente, os carrinhos subtraídos são utilizados por pessoas em situação de rua para o transporte de seus pertences, uma realidade visível nas ruas da capital.
Desdobramentos e Possível Comércio Clandestino
O delegado José Eduardo Santos, da 4ª Delegacia Centro, explicou que a investigação está em fase preliminar, mas considera todas as possibilidades. Embora o uso por pessoas em situação de rua seja um cenário comum, a polícia não descarta a existência de um comércio paralelo e clandestino que se beneficia da revenda ou do uso ilícito desses carrinhos.
Operações e Restituição dos Bens
As operações que resultaram na apreensão dos 120 carrinhos na semana passada não levaram a prisões. Segundo a PCMG, a dificuldade em identificar os proprietários dos carrinhos no momento da abordagem foi um fator relevante. Os policiais relataram que as pessoas encontradas com os carrinhos não assumiam a posse, mesmo quando havia objetos dentro.
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Foco da Polícia e Questões Sociais
Os carrinhos recolhidos foram encaminhados às unidades da Polícia Civil. Aqueles que possuem identificação do supermercado de origem estão sendo devolvidos aos estabelecimentos. O delegado-geral Rômulo Guimarães Dias, chefe do 1º Departamento de Polícia Civil de Belo Horizonte, ressaltou que o foco da corporação é apurar as ações criminosas, sem se aprofundar nas questões sociais complexas que envolvem os carrinhos e as pessoas em situação de vulnerabilidade.
Sem Relação com Projeto de Lei Municipal
O delegado-geral também esclareceu que as operações policiais não têm relação com o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, que determina a desobstrução de vias públicas. Críticos da proposta argumentam que ela pode, na prática, incentivar a remoção de pertences de pessoas em situação de rua. O projeto aguarda avaliação do prefeito.
Fonte: G1
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