Produção de Laranja em Minas e São Paulo Deve Cair 12,9% na Próxima Safra, Alertando Produtores

Produção de Laranja em Minas e São Paulo Deve Cair 12,9% na Próxima Safra, Alertando Produtores

A safra de laranja 2026/27 nas principais regiões produtoras do Brasil, incluindo o Triângulo Mineiro e Sudoeste de Minas Gerais, a panorama preocupante. A produção deve sofrer uma queda de 12,9% em relação à safra anterior, segundo estimativa do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura). A previsão aponta para 255,2 milhões de caixas de 40,8 […]

Resumo

A safra de laranja 2026/27 nas principais regiões produtoras do Brasil, incluindo o Triângulo Mineiro e Sudoeste de Minas Gerais, a panorama preocupante. A produção deve sofrer uma queda de 12,9% em relação à safra anterior, segundo estimativa do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura).

A previsão aponta para 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos, um recuo significativo comparado aos 292,94 milhões de caixas da safra que se encerra. Essa retração já era esperada em parte, mas os fatores climáticos e sanitários agravaram o quadro.

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A bienalidade da cultura, um ciclo natural de maior e menor produção, é um dos principais motivos. Contudo, a redução no número de frutos por árvore e o aumento da queda prematura dos frutos também pesam na conta.

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O cenário poderia ser ainda pior se não fosse pelo aumento do peso individual dos frutos e pelo crescimento no total de árvores produtivas. Mesmo assim, a safra estimada será 14,7% menor que a média histórica dos últimos dez anos.

O clima tem sido um vilão para os citricultores. Uma forte estiagem em maio de 2025 causou estresse hídrico nas plantas. Embora a irrigação tenha ajudado em áreas com essa infraestrutura, temperaturas acima da média em setembro, chegando a 28% acima do histórico, prejudicaram o desenvolvimento e a fixação dos frutos.

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Greening: O Desafio Persistente da Citricultura

A doença greening, considerada a pior praga da citricultura, continua sendo um dos maiores desafios. Em regiões como Porto Ferreira (SP), o greening e doenças correlatas forçaram podas severas nas árvores, impactando diretamente a produção de frutos.

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Em Matão (SP), altas temperaturas e a incidência de leprose no ano anterior também levaram a intervenções drásticas nas plantas, diminuindo a capacidade produtiva.

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, destacou que a redução de frutos por árvore é o principal fator para a queda de quase 13% na safra. Ele ressaltou que, em 8 das 12 regiões citrícolas monitoradas, há um decréscimo significativo no número de frutos por planta.

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Impacto em Minas Gerais

O Triângulo Mineiro e o Sudoeste de Minas Gerais, importantes polos citrícolas, fazem parte do cinturão produtor afetado. A redução na oferta de laranja tende a pressionar os preços no mercado interno e para a indústria de sucos, afetando a economia de municípios dependentes da citricultura nessas regiões.

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A margem de erro na estimativa de árvores produtivas é de 2,4%, o que pode significar uma variação de até seis milhões de caixas na produção final. Produtores e órgãos de pesquisa acompanham de perto os desdobramentos para ajustar estratégias de manejo e controle de pragas.

Fonte: G1

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