Moradora de prédio atingido por avião em BH denuncia assédio virtual e golpes após entrevistas

Moradora de prédio atingido por avião em BH denuncia assédio virtual e golpes após entrevistas

A repercussão de entrevistas concedidas à imprensa após o trágico acidente aéreo que atingiu um prédio no Bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte, tem gerado um novo pesadelo para Natália Bicalho, de 23 anos. A modelo e estudante de direito tornou-se alvo de golpes, ameaças e mensagens de cunho machista nas redes sociais, o […]

Resumo

A repercussão de entrevistas concedidas à imprensa após o trágico acidente aéreo que atingiu um prédio no Bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte, tem gerado um novo pesadelo para Natália Bicalho, de 23 anos. A modelo e estudante de direito tornou-se alvo de golpes, ameaças e mensagens de cunho machista nas redes sociais, o que a levou a restringir o acesso ao seu perfil profissional.

Ataques e invasão de privacidade

No dia da queda do avião, na última segunda-feira (4/5), Natália relatou ter sido surpreendida ao chegar em casa. Visivelmente abalada com a cena, ela desmaiou e, após ser socorrida, aceitou conversar com jornalistas. No entanto, ao acessar os comentários das publicações com seu depoimento, deparou-se com milhares de mensagens focadas em sua aparência física, muitas delas com piadas machistas e questionamentos sobre suas intenções ao falar sobre a tragédia.

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A situação escalou com a criação de imagens falsas por meio de inteligência artificial, onde a estudante aparecia com a cabeça sangrando e o prédio em chamas, cenários que não correspondem à realidade do ocorrido.

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“Começou com um assédio moral. Depois, vi homens fazendo comentários de cunho sexual e recebi muitas mensagens no direct, inclusive fotos íntimas. Precisei privar o Instagram, que eu utilizava para trabalhar”, desabafou Natália.

Golpes e perfis falsos

A estudante revelou que cerca de 99% dos novos seguidores em seu perfil, após o acidente, são homens. Seu trabalho como modelo de maquiagem e para fotos de vestidos de noiva, com conteúdo voltado para esse público, tornou-se alvo indesejado da nova audiência. “Não quero esse tipo de atenção, não tinha esse número de seguidores e não os quero em cima de uma tragédia que poderia ter me deixado sem casa, matado meus vizinhos e me matado”, afirmou.

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Além das ofensas e do assédio que a levaram a tornar seu perfil privado, surgiram contas falsas se passando por Natália. Criminosos estariam utilizando esses perfis para aplicar golpes, pedindo dinheiro em nome da estudante.

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Julgamentos e medo na capital mineira

Muitos comentários criticaram a forma como Natália se apresentou aos jornalistas, julgando sua fala e o fato de estar “arrumada demais”. “Estão dizendo que não sou moradora do prédio, que fiz isso para aparecer ou que passei maquiagem para dar entrevista, quando nem estava em casa no momento do acontecido”, relatou. No momento da colisão, a modelo estava trabalhando presencialmente em outro local.

Natália procurou a Polícia Militar para registrar a ocorrência e foi orientada a reunir todas as provas digitais para a confecção de um boletim de ocorrência. Ela expressa arrependimento por ter falado publicamente sobre o incidente.

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“Dá um certo medo, as pessoas me reconhecem na rua, já vi gente tirando foto. Estive no hospital nesta semana e estavam me filmando, num momento de total fragilidade. Isso é muito cruel”, lamentou.

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Trauma coletivo e investigação em andamento

O trauma do acidente também afeta a família e os vizinhos de Natália. “Escutamos barulho de avião aqui e trememos. A gente viu sangue, viu as pessoas machucadas e ainda passamos por esse tipo de exposição”, contou.

O avião, um EMB-721C fabricado em 1979, decolou de Teófilo Otoni com destino a São Paulo e fez uma parada no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Pouco após a decolagem, o piloto relatou dificuldades e emitiu um alerta de emergência (mayday). A aeronave colidiu com o prédio minutos depois. Cinco pessoas estavam a bordo; duas morreram no local e um terceiro sobrevivente veio a óbito no hospital. A Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investigam as causas do acidente.

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Fonte: Estado de Minas

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