A terceira fase da Operação Baco, realizada em abril, revelou que o Mercado Central, tradicional ponto de comércio em Belo Horizonte, foi o local onde se concentrou a maior parte dos mais de dois mil litros de bebidas alcoólicas apreendidas por serem impróprias para o consumo. A ofensiva das forças de segurança mirou bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais suspeitos de comercializar produtos adulterados, falsificados ou contrabandados.
Operação visa coibir irregularidades no mercado de bebidas
A ação integrada, que contou com a participação de diversas esferas do poder público, como a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), polícias Militar e Civil, além de apoio da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Receita Federal, tem como principal objetivo combater a venda de bebidas que não atendem aos padrões de segurança e legalidade. O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Vigilância Sanitária estadual também integram a força-tarefa.
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Em um único mês, 29 estabelecimentos foram fiscalizados. Desses, nove receberam autos de infração, e cinco foram alvo de termos de apreensão, fiscalização ou interdição cautelar. A maioria dos estabelecimentos autuados e com produtos apreendidos estava localizada no Mercado Central, região central de Belo Horizonte.
Irregularidades na produção e cadastro dos produtos
Segundo Bernardo Naves, superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, muitas das bebidas encontradas no centro de compras apresentavam falhas no processo de produção ou irregularidades no cadastro junto aos órgãos fiscalizadores, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A presença de múltiplas forças de segurança na operação, segundo ele, garante uma fiscalização mais abrangente e segura para o consumidor.
Histórico de apreensões e próximas etapas
Esta não é a primeira vez que a Operação Baco atua em Minas Gerais. Na primeira fase, entre outubro e novembro de 2025, as autoridades apreenderam um volume expressivo de 182.847 litros de bebidas adulteradas, fiscalizando 451 estabelecimentos em todo o estado e efetuando a prisão de 18 pessoas.
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A delegada Renata Rodrigues de Oliveira Batista, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), explicou que os locais fiscalizados foram selecionados com base em denúncias anônimas e investigações prévias. Ela ressalta que a confirmação de que todos os produtos apreendidos estão adulterados ainda depende de perícias. Os estabelecimentos autuados poderão ser fiscalizados novamente.
A atuação fiscalizatória é imediata, com o descarte de produtos impróprios para consumo. A inteligência policial atua de forma contínua para assegurar a segurança dos consumidores em Belo Horizonte.
Fonte: O Tempo
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