A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) deu um passo importante para a reestruturação do sistema de transporte coletivo da capital. Com o vencimento da atual concessão previsto para 2028, um contrato foi assinado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para liderar estudos técnicos, econômicos e jurídicos visando uma nova licitação.
Objetivos Claros: Eficiência e Qualidade
O principal objetivo do novo modelo de concessão é a redução do subsídio público, que em 2026 deve atingir R$ 756,9 milhões. Atualmente, o sistema transporta cerca de 950 mil passageiros diariamente com aproximadamente 3 mil ônibus, mas enfrenta desafios como a queda na demanda e a necessidade de aportes financeiros para evitar aumentos expressivos nas tarifas.
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“Prioridade é diminuir o valor do subsídio, diminuir o valor da passagem e melhorar a qualidade da entrega, especialmente no cumprimento dos horários. O subsídio é um dinheiro que você poderia estar usando em qualquer outra área da cidade como saúde e educação”, declarou o prefeito Álvaro Damião.
Redesenho da Rede e Modernização Tecnológica
O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Guilherme Ribeiro, enfatizou a urgência da modernização. O projeto prevê o redesenho completo das linhas de ônibus e a implementação de novos corredores de grande fluxo, como o da Avenida Amazonas, que já demonstra uma demanda superior à de corredores como Antônio Carlos e Pedro I.
A modernização da bilhetagem eletrônica também está no centro das discussões. A proposta é oferecer ao usuário informações em tempo real sobre o transporte e facilitar o pagamento em diferentes modais, unificando sistemas e eliminando a complexidade atual na Grande BH.
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Integração e Atração de Passageiros
Os estudos do BNDES também analisarão a integração tarifária com o sistema de ônibus metropolitano. Segundo o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, a otimização dos corredores e da bilhetagem são estratégias fundamentais para atrair novamente os passageiros para o transporte coletivo.
“Quando você racionaliza e integra o sistema, mais gente utiliza o transporte coletivo. Menos carro na rua aumenta a velocidade da frota e reduz os custos para a prefeitura”, explicou Mercadante.
Primeiros Passos: Ônibus Elétricos
Enquanto a nova concessão é elaborada, a prefeitura já anuncia medidas concretas. Foi publicado nesta terça-feira (5/5) um pregão para a aquisição de 100 ônibus elétricos, com financiamento do BNDES. A expectativa é que esses veículos comecem a operar ainda em 2026, marcando o início da descarbonização da frota municipal.
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Fonte: Informações baseadas em matéria publicada pelo Portal UOL.