A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) expressou preocupação com a possibilidade de uma tentativa de “golpe parlamentar” no Brasil, após a derrota do governo federal na votação que indicava Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Thronicke, o resultado da sabatina expõe uma fragilidade na articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, além de acirrar a tensão entre os Poderes Executivo e Legislativo.
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As declarações foram feitas durante entrevista à segunda edição do ICL Notícias, nesta quinta-feira (30/4). A parlamentar atribuiu o revés à falha no diálogo entre o governo e o Legislativo, chegando a mencionar “traição” de aliados durante a votação secreta no Senado.
Jorge Messias, atual advogado-geral da União, precisava de 41 votos para ter sua indicação aprovada para o STF. No entanto, obteve apenas 34 votos favoráveis, contra 42 contrários e uma abstenção.
Embora a votação secreta impeça a identificação oficial de quem votou contra ou a favor da escolha do presidente Lula (PT), os senadores mineiros Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Carlos Viana (PSD) anunciaram publicamente seus votos contrários à indicação.
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Para Thronicke, a rejeição de Messias é um reflexo direto da falta de articulação política do governo. Ela avaliou que a relação entre Executivo e Legislativo se deteriorou, classificando o cenário atual de governabilidade como “insustentável”.
A senadora alertou para os riscos institucionais, indicando que existem movimentos políticos em curso que podem ameaçar o funcionamento das instituições democráticas, incluindo o próprio STF.
Ela defende que o presidente Lula retome a articulação política com o Congresso para evitar novas derrotas e assegurar a estabilidade do governo. Thronicke também ressaltou a importância de o governo não recuar em suas indicações ou deixar essas decisões para um futuro governo.
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Na visão da parlamentar, articulações políticas em andamento no Congresso indicam tentativas de aumentar a influência política sobre decisões institucionais, o que pode impactar o equilíbrio entre os Poderes e o funcionamento da democracia brasileira.
Fonte: O Globo