O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), declarou que a tramitação do projeto de lei que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 servirá como um divisor de águas para identificar o posicionamento dos parlamentares no Congresso Nacional.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Boulos destacou que a proposta, enviada pelo governo federal com pedido de urgência, busca reduzir a jornada semanal para 40 horas sem cortes salariais e, crucialmente, acabar com o modelo de trabalho que exige seis dias consecutivos de atividade com apenas um de descanso.
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O ministro argumentou que votar contra a matéria seria o mesmo que negar melhores condições de vida aos trabalhadores brasileiros. “Agora vai separar em dois lados: quem está do lado do trabalhador brasileiro e quem está do lado da exploração”, afirmou Boulos, enfatizando a polarização que a votação pode gerar.
Impacto na vida familiar e profissional
Boulos utilizou exemplos de pais e mães que enfrentam longas jornadas, de jovens que precisam conciliar estudos e trabalho, e de crianças que teriam menos tempo de convivência familiar, para ilustrar a importância da medida.
Ele direcionou um questionamento direto aos futuros votantes: “Vai votar contra quem tiver a coragem de olhar na cara do pai de família que se mata de trabalhar seis dias e dizer que ele não tem direito ao descanso”, declarou o ministro, ressaltando o apelo emocional e social da proposta.
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Momento decisivo para direitos trabalhistas
Segundo o ministro, o envio do projeto ao Legislativo representa um marco no debate sobre direitos trabalhistas no país. A proposta agora segue para análise e votação nas casas do Congresso Nacional antes de poder ser sancionada pela Presidência da República.
A escala 6×1 é comum em setores como comércio e serviços, onde trabalhadores cumprem seis dias de expediente seguidos, com apenas um dia de folga, o que frequentemente leva a jornadas exaustivas e com pouco tempo para descanso e convívio social.
A expectativa do governo é que a aprovação do projeto resulte em um avanço significativo para a qualidade de vida e bem-estar dos trabalhadores, além de poder impulsionar a geração de empregos, ao distribuir a carga horária entre mais profissionais.
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A tramitação no Congresso deve ser acompanhada de perto por sindicatos, centrais trabalhistas e associações patronais, que já antecipam debates intensos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.
Fonte: g1.globo.com