A professora trans Bianka Acsa Rosa da Fonseca, de 36 anos, faleceu na manhã desta segunda-feira (4/5) em Belo Horizonte. Ela estava internada há quase um mês em decorrência de graves queimaduras que atingiram 80% de seu corpo.
O incidente ocorreu no dia 7 de abril, na residência onde Bianka morava com o companheiro, na cidade de Curvelo. As investigações apontam que o ataque foi perpetrado pelo ex-companheiro do atual namorado da vítima.
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Suspeito agiu por ciúmes, diz polícia
Segundo a Polícia Civil, o suspeito invadiu a casa e ateou fogo ao local. O alvo principal seria o atual companheiro de Bianka, que conseguiu escapar ileso. A professora, no entanto, foi atingida pelas chamas.
A motivação do crime, de acordo com as apurações, estaria ligada a ciúmes e sentimento de posse após o término do relacionamento entre o agressor e o namorado de Bianka. O suspeito, de 25 anos, foi detido três dias após o ataque.
Escola lamenta perda e destaca legado da professora
A Escola Estadual Interventor Alcides Lins, onde Bianka lecionava, emitiu uma nota de pesar. A instituição ressaltou a trajetória da educadora, descrevendo-a como marcada por coragem e determinação, deixando um legado de inspiração.
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A escola se solidarizou com familiares e amigos da professora neste momento de dor e consternação.
Crime será tratado como homicídio consumado
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso foi rigorosamente apurado e encaminhado à Justiça. O delegado Rodrigo Vieira Antunes explicou que o suspeito foi inicialmente indiciado por tentativa de homicídio qualificado, considerando a possibilidade de duplo homicídio tentado dadas as circunstâncias.
Com a confirmação do óbito de Bianka, a tipificação penal muda para homicídio consumado. A polícia ressalta, contudo, que os elementos coletados até o momento não indicam feminicídio, pois a motivação não estaria relacionada à identidade de gênero da vítima, mas sim a um conflito interpessoal entre terceiros.
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O investigado permanece preso preventivamente, aguardando o desenrolar do processo judicial. A Justiça de Minas Gerais agora analisará as evidências para o julgamento do caso.
Fonte: R7