O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) protagonizou um embate tenso com o general Emílio Vanderlei Ribeiro, chefe da assessoria parlamentar do Exército, ao chamar o comandante da Força, general Tomáz Ribeiro Paiva, de “frouxo”.
A discussão ocorreu nos corredores da Câmara dos Deputados, durante uma reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e expôs o crescente atrito entre setores conservadores do Congresso e a cúpula militar.
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Ala conservadora critica “perseguição” a militares
Líderes da oposição, como o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), têm denunciado o que consideram uma “perseguição a militares conservadores”.
A avaliação desses parlamentares é de que há um alinhamento entre a alta cúpula do Exército e o Supremo Tribunal Federal (STF).
O objetivo seria silenciar militares e oficiais de baixa patente que expressam discordâncias com a atual gestão federal.
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Nesse contexto, Van Hattem acusou o general Emílio de seguir ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
General defende comandante e é rebatido
O general Emílio Vanderlei Ribeiro reagiu à declaração de Van Hattem, defendendo o comandante Tomáz Paiva.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o general afirmou que o comandante “não é frouxo” e que estaria pronto para “ir para a guerra” com ele.
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A resposta de Van Hattem foi imediata e direta: “O comandante é frouxo. Se o senhor defende um frouxo é frouxo também. Me desculpe”, declarou o deputado.
Pedido de afastamento e defesa do Parlamento
O episódio gerou forte reação do líder da Oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva.
Em nota oficial, Silva classificou a atitude do general Emílio como “gravíssima” e “absolutamente incompatível com o Estado de Direito”.
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O parlamentar argumentou que é inadmissível que um membro das Forças Armadas tente constranger, pressionar ou cercear a atuação de um deputado em exercício de seu mandato.
Diante da situação, a liderança da Oposição exigiu o afastamento imediato do general Emílio de suas funções na assessoria parlamentar do Exército.
A medida seria até que os fatos sejam completamente apurados.
A nota reafirma o Parlamento como espaço de livre manifestação, debate e fiscalização, e ressalta que não será tolerada qualquer tentativa de intimidação contra representantes eleitos.
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