Justiça de MG condena Alexandre Kalil por improbidade administrativa em caso de nepotismo na prefeitura de BH

Justiça de MG condena Alexandre Kalil por improbidade administrativa em caso de nepotismo na prefeitura de BH

A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), por improbidade administrativa. A decisão, proferida pela 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal, aponta a prática de nepotismo na nomeação de Marcelo Amarante Guimarães para um cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais em outubro de 2020. Nepotismo e […]

Resumo

A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), por improbidade administrativa. A decisão, proferida pela 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal, aponta a prática de nepotismo na nomeação de Marcelo Amarante Guimarães para um cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais em outubro de 2020.

Nepotismo e Vínculo Familiar

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) alegou que a nomeação de Marcelo Amarante configurou nepotismo por ele ser irmão de Fernanda Amarante Guimarães, que ocupava o cargo de assessora jurídica no gabinete de Kalil desde 2017. A relação amorosa entre Fernanda e o ex-prefeito, ocorrida entre 2011 e 2012, foi mencionada, mas o juiz destacou que o fator determinante é o vínculo de parentesco entre os irmãos atuando na mesma estrutura administrativa municipal.

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Qualificação Técnica Ignorada pela Justiça

A defesa de Kalil argumentou que os irmãos atuavam em esferas distintas da administração e que o antigo relacionamento não teria relevância jurídica. Marcelo Amarante, por sua vez, ressaltou sua qualificação como médico veterinário e o interesse público na sua nomeação para áreas como controle de zoonoses. No entanto, o juiz Danilo Couto Lobato Bicalho considerou a qualificação técnica irrelevante para o caso de improbidade administrativa, focando na violação dos princípios de impessoalidade e moralidade.

Sanções e Direito de Recurso

Alexandre Kalil e Marcelo Amarante foram condenados ao pagamento de multa correspondente a duas vezes a remuneração recebida em determinados períodos. Ambos também foram proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo prazo de dois anos. A decisão, em primeira instância, ainda cabe recurso.

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Posicionamento de Kalil e Impacto na Pré-Candidatura

Em nota, Alexandre Kalil classificou a decisão como uma “aberração” e afirmou que ela “vai cair rapidinho”. Ele ressaltou a aprovação de suas contas de prefeito pelo Tribunal de Contas, com destaque para a boa gestão e investimentos em saúde e educação. A condenação, por si só, não impede a pré-candidatura de Kalil ao governo de Minas Gerais, pois não envolve lesão ao erário ou enriquecimento ilícito, critérios da Lei da Ficha Limpa.

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A Justiça de Minas Gerais reforça a importância da observância dos princípios administrativos, mesmo em casos que não resultem em prejuízo financeiro direto aos cofres públicos, mas que possam configurar desvio de finalidade e privilégio em detrimento da isonomia.

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Fonte: G1

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