Os Estados Unidos flexibilizaram suas sanções contra a Venezuela, abrindo caminho para que o governo de Caracas pague os advogados de defesa de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos são réus em um processo criminal por tráfico de drogas em Nova York.
A alteração nas restrições, divulgada na sexta-feira (24 de abril de 2026), ocorreu cerca de dois meses após a defesa de Maduro solicitar o arquivamento da ação judicial. O pedido foi apresentado em fevereiro ao juiz distrital Alvin Hellerstein, de Manhattan.
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Argumento da Defesa e a Decisão Judicial
O advogado de defesa de Maduro argumentou que a proibição de pagamentos pelo governo venezuelano violava os direitos constitucionais do casal de escolherem seus representantes legais. A defesa destacou que nem Maduro nem Flores teriam condições de arcar com os custos advocatícios por conta própria, e que Caracas se dispunha a cobrir tais despesas.
Em sua decisão, o juiz Hellerstein discordou da justificativa apresentada pelo promotor Kyle Wirshba. Wirshba havia afirmado que as sanções eram baseadas em legítimos interesses de segurança nacional e política externa dos EUA, e que o Poder Executivo, e não o Judiciário, detinha a prerrogativa de modificar tais sanções.
Hellerstein, contudo, ponderou que Maduro e Flores não representavam mais uma ameaça à segurança nacional, especialmente após a deposição de Maduro em janeiro de 2026. Para o juiz, o direito a um advogado é primordial.
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O Caso e a Captura de Maduro
Nicolás Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, de 69 anos, foram detidos pelas autoridades americanas em 3 de janeiro de 2026. A captura ocorreu em sua residência em Caracas e foi conduzida por forças especiais dos Estados Unidos.
O casal foi posteriormente levado a Nova York para enfrentar as acusações criminais. Ambos se declararam inocentes das imputações de tráfico de drogas.
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