Em visita estratégica a Belo Horizonte, o pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), buscou nesta quinta-feira (23/4) afastar qualquer desconforto com a ausência do governador mineiro Mateus Simões (PSD) em sua agenda. Caiado minimizou a falta de um palanque oficial no estado, argumentando que sua campanha se baseará no crescimento orgânico e na conexão direta com o eleitorado.
Visita foca no agronegócio e no Triângulo Mineiro
Questionado sobre a ausência de Simões, que foi liberado pelo partido para apoiar o pré-candidato Romeu Zema (Novo), Caiado foi categórico: “De maneira alguma”. Ele assegurou que a interlocução com Simões está mantida e que ambos se encontrarão em Uberaba, no Triângulo Mineiro, nesta sexta-feira (24/4), para compromissos ligados ao agronegócio e reuniões com prefeitos. A agenda em BH incluiu uma palestra na Faemg e uma visita ao Mercado Central.
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Alternativa à polarização
Caiado criticou a tentativa de restringir o debate eleitoral aos polos de polarização, afirmando que sua candidatura surge como um contraponto necessário. “Queriam fechar o segundo turno no primeiro turno, manter só as duas bolhas da polarização”, declarou. Ele defende que sua posição pode ampliar a discussão nacional e tirar o Brasil de um debate que, segundo ele, “empobrece a política”.
Gestão como principal credencial
Sem ataques diretos a adversários, o pré-candidato focou na capacidade de gestão como diferencial. Comparou a disputa eleitoral a um concurso público, onde o melhor desempenho garante a vitória. Caiado também comentou a coincidência de agendas com Romeu Zema em Minas e Goiás, afirmando ter um “relacionamento excelente” com o governador mineiro e que Zema será bem recebido em Goiás.
Críticas ao governo federal e cautela com privatizações
O discurso de Caiado incluiu críticas ao governo federal, especialmente na área econômica e na exploração de recursos naturais. Ele usou a aprovação de sua gestão em Goiás como argumento contra o PT, declarando que “a vacina contra o PT é governar bem o estado”. Sobre a Petrobras, defendeu uma abordagem segmentada para a estatal, com abertura pontual ao capital privado, mas sem endossar uma venda integral.
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A estratégia de Caiado em Minas Gerais, um estado com forte influência política e econômica, é observar de perto o desenrolar das alianças, que só devem ser definidas nas convenções partidárias em julho. A busca por se consolidar como uma terceira via ganha contornos mais definidos com essa agenda em território mineiro, reforçando a importância do agronegócio como base de apoio.
Fonte: O Tempo